Evangelho de Lucas: Um primeiro olhar sobre o Messias dos Pobres – Estrutura e Itinerário

“Assim, também eu decidi escrever para você, ilustre Teófilo, uma narração bem ordenada, depois de ter investigado cuidadosamente todas as coisas desde o princípio.” (Lc 1,3)

Por Karina Moreti

Em continuidade ao nosso projeto de trabalhar o Evangelho de Lucas neste ano, desejamos agora tratar do itinerário e estrutura deste que é o terceiro Evangelho.

O Evangelho de Lucas é a primeira parte da obra Lucana, sendo a segunda o livro dos Atos dos Apóstolos. Segundo algumas referências históricas sugeridas na própria obra Lucana, podemos datar sua composição por volta dos anos 80 ou 90 E.C.  É possível identificar muitas semelhanças entre este Evangelho e os de Marcos e Mateus. Daí chamarmos aos três de sinóticos, isto é: aqueles que estão sob uma mesma ótica. Todavia, a obra de Lucas traz grandes particularidades.

Para se percorrer um caminho, sempre se faz necessário conhecer a rota. O exercício do caminhar se justifica pelo destino. Na narrativa de Lucas, também se faz oportuno conhecer o destino, isto é, a intenção do Evangelista. Sabendo da intenção, dos objetivos Lucas, podemos conhecer o caminho que o mesmo percorre para atingi-los.

Prólogo do Evangelho de Lucas

Como dissemos em nosso texto anterior, Lucas tenta fazer uso do método dos historiadores gregos. Para tanto, faz uma introdução ao seu Evangelho. Como que um prólogo. Podemos identificar em Lc 1,1-4 a apresentação do método e a intenção do evangelista. Revela, dirigindo-se a Teófilo, que pesquisou a vida de Jesus, consultando testemunhas oculares e pregadores do Evangelho em seu tempo. Deixa clara sua intenção de fazer uma narrativa ordenada a partir da catequese da Igreja Primitiva. Aqui podemos perceber a clara intenção e a inter-relação de Lucas com a cultura grega. Mesmo sendo confessor da fé em Cristo, deseja revesti-la de seriedade histórica. Esta é, sem dúvida, uma das particularidades deste Evangelho. “Assim, também eu decidi escrever para você, ilustre Teófilo, uma narração bem ordenada, depois de ter investigado cuidadosamente todas as coisas desde o princípio.” (Lc 1,3)

Segundo o discernimento de Lucas, a vida de Jesus e seu ministério pode ser entendidos em dois conjuntos, sendo eles:

a) A Revelação do Mistério de Jesus (Lc 1,5 – 4,13)
b) Atividade Libertadora de Jesus (Lc 4,14 – 24,53)

A Revelação do Mistério de Jesus: Anúncio, Infância, Preparando a Missão (Lc 1,5 – 4,13)

Anúncio do nascimento de João – Lc 1,11-20: A aparição angélica imita modelos tradicionais, como os de Gedeão e Sansão (cf. Jz 6,12; 13,13). Um oráculo de anunciação, segundo o gênero literário o qual estas narrativas se identificam. Com isso, podemos perceber o íntimo diálogo entre o Segundo e o Primeiro Testamentos. Lucas deseja sublinhar que em João Batista se encerra a Primeira Aliança, passando da tradição veterotestamentária à neotestamentária. João é o último dos profetas e seu nascimento não poderia ter outra forma de ser narrada, senão conforme o foram os grandes nomes do Primeiro Testamento. O anúncio do nascimento de João Batista é pormenorizado. Inicia-se com o “não temas”, algo bem recorrente nas manifestações transcendentes do Primeiro Testamento. Com isso, percebemos a íntima relação de Javé com seu povo. Um Deus que se faz amoroso e preocupado, manifestando-se como esperança e libertação (cf. Gn 16,11-12; Jz 13,3-5; Is 7,14-15).

O nome João significa O Senhor-se-compadece. Logicamente, o filho será uma alegria para o pai, Zacarias. Este não tinha filhos e com o nascimento do menino, sua descendência estaria assegurada. O nome de sua família não ficaria esquecido.

Em Lc 1,15-17, segue-se uma breve descrição de sua missão. Gozará da predileção do Altíssimo. Terá a relevância na história da salvação tal qual o Profeta Elias (cf. 2Rs 9,15). Ele irá preparar o caminho do Messias, do Salvador (cf. Lc 1,17).

Anúncio do Nascimento de Jesus (Lc 1,26-38): Como diferenças entre o anúncio do nascimento de João Batista e de Jesus, podemos ressaltar que em João o diálogo com o Anjo se dá com o pai, Zacarias; e no caso de Jesus, com a mãe, Maria. Se no caso de Zacarias a objeção seria a idade dos propensos pais, em Maria a dificuldade se revela por ser esta ainda virgem, “não tendo conhecido homem” (Lc 1,24). Também podemos elencar como diferença entre os dois anúncios o fato de que o nascimento de João é em resposta aos anseios de uma família sem descendentes e já idosos, enquanto o nascimento de Jesus é iniciativa divina. Isso pode nos significar que o nascimento de Jesus não é em resposta ao clamor de uma família somente, mas aos apelos do Povo de Deus por Libertação.

Neste conjunto de acontecimentos, Lucas apresenta as bases sobre as quais se assenta a vida de Jesus. Tais bases permitem aos leitores do terceiro Evangelho compreender o mistério profundo da pessoa de Jesus que se revelará depois, através de sua Palavra e Ação.

As duas Infâncias (Lc 1,5 – 2,52): Ao leitor atento deste trecho do Evangelho de Lucas fica clara a correlação entre o Primeiro e Segundo Testamentos. Não se trata de história propriamente dita. Lucas mistura dados históricos e alusões ao Primero Testamento. Com isso, produz uma narrativa profética, mostrando a missão de João Batista e de Jesus, de forma inter-relacionada. João é o último dos Profetas, anunciando o início da realização das Promessas (cf. Lc 1,76-77). Enquanto isso, Jesus é a própria Promessa, o Messias prometido, o Filho de Deus que veio trazer o Reino para todos (cf. Lc 1,32-33; 2,29-31). Para facilitar o entendimento da inter-relação das missões de João e Jesus, a narrativa da infância de ambos corre em perfeito paralelo, exceto em Lc 1,39-56; 2,22-27 e 2,41-451. Com isso, Lucas sublinha a superioridade da missão de Jesus sobre a de João Batista.

Preparando a Missão de Jesus (Lc 3,1 – 4,13): João é o precursor. O profeta-arauto da era messiânica. Assim, prepara as multidões para acolher Jesus e sua mensagem (cf. Lc 3,1-20). Em comunhão com a identidade profética, ele anuncia a chegada de Jesus e do Reino de Deus, exortando à necessária preparação para estes dons. Para tanto, a conversão é imprescindível e esta é a essência da pregação de João Batista (cf. Lc 3,10-14). Ele oportunamente anuncia a chegada do Messias e deixa claro não ser ele mesmo o Libertador esperado (cf. Lc 15-18).

Jesus se prepara para a missão (Lc 3,21 – 4,13): Conforme este trecho do Evangelho de Lucas, Jesus vai a João para ser batizado. No batismo ele recebe o Espírito Santo, que o consagra para a realeza, como Rei-Messias, o Filho de Deus. Neste contexto se insere a genealogia de Jesus, com a qual, Lucas deseja sublinhar que o Messias é Filho de Deus, mas está inserido na história humana. É, também, Filho da humanidade, vindo realizar uma missão universal: trazer vida para todos, tornando todos filhos de Deus. Em Jesus, se inaugura uma nova história, onde a humanidade será revestida de justiça, trazendo liberdade e vida para todos.

Atividade Libertadora de Jesus (Lc 4,14 – 24,53)

No segundo conjunto de sua narrativa, Lucas apresenta a palavra e a ação, o exemplo e o testemunho de Jesus. Primeiramente, em meio a todo povo, depois junto aos discípulos. Encerrando seu ministério, se oporá aos poderosos, tendo como consequência a conspiração para sua prisão, condenação e morte de Cruz. Em realização da promessa, irá ressuscitar, ascendendo para a glória, junto ao Pai.

Cabe aqui lembrar que a geografia no Evangelho de Lucas tem grande importância na sequência de sua narrativa, mesmo que ele conheça pouco a Palestina, uma vez que não viveu lá. Lucas constrói um plano geográfico, elaborando uma geografia social e “teológica”. Seu desejo é dar a conhecer a realidade do povo, para o qual, se revelou primeiramente a mensagem de Jesus. Seu contexto histórico, econômico e político. Importantes requisitos para se compreender em profundidade a ação libertadora e messiânica do Messias esperado.

Jesus nas periferias geográficas – A Galileia (Lc 4,14 – 9,50): A Galileia era considerada a menos nobre de todas as regiões em que se encaixa a geografia bíblica do Segundo Testamento. Subúrbio geográfico onde vivia a ralé do povo. As autoridades judaicas considerava o povo daquela região como ignorante, marginal e pecador. No seio deste povo marginalizado, Jesus terá sua origem histórica. Ali Jesus anunciará inicialmente sua mensagem e exercerá sua ação libertadora, sinalizando a transformação da realidade. Dos 18 milagres de Jesus, 14 se realizaram na Galileia. Com isso o povo reconhece Jesus como grande profeta que trouxe a Palavra de Deus para o povo (cf. Lc 7,16).

Gradativamente em seu ministério na Galileia, discípulos vão se juntando a ele e estes vão descobrindo nele o Messias esperado. Mais que participar de seu ministério, protagonizam com Jesus seu Mistério: Ele é o Messias, o Santo de Deus (cf. Lc 4,20).

A grande jornada – Das periferias da Galileia ao centro politico, Jerusalém (Lc 9,52 – 19,28): Este trecho do Evangelho de Lucas é parte que mais encerra em si a identidade do Evangelista. Podemos dizer que seria o bloco mais original do autor. Dedicou a ele dez capítulos, enquanto Marcos apenas um e Mateus, dois. Durante a viagem à Jerusalém, Jesus aproveita a oportunidade para formar seus discípulos para a missão futura de continuidade do anúncio do Reino Deus. Estas perícopes são catequeses para os discípulos que, enquanto seguidores de Jesus, irão constituir as primeiras comunidades cristãs após a Páscoa. Por isso, toda esta parte é consagrada a uma experiência Pascal. Em Lc 9,31 fala-se do “êxodo” de Jesus, isto é, seu caminho rumo à Cruz. Assim como a teologia do Êxodo está revestida da dinâmica da libertação, na Cruz, a Libertação se faz plena e definitiva. A caminhada para Jerusalém é, portanto, a caminhada para a libertação. Tanto para Jesus, quanto para todos que o seguem.

O Confronto com os poderosos em Jerusalém (Lc 19,20 – 24,53): No contexto palestino do tempo de Jesus, é em Jerusalém que se concentra os poderes econômico, político, social e religioso. Ali, na cidade-capital, se concentram a elite dos poderes que controlam e determinam a sorte do povo. Jesus entra em confronto com esses poderosos, uma vez que sua opção é radicalmente pelos mais humildes e marginalizados. Os pobres estão em lugar privilegiado na economia da salvação. Lucas deixa isso muito claro em todo seu Evangelho. Por isso, Jesus se opõe a toda política de morte, marginalização, exclusão, exploração.

Jesus entra em confronto com as estruturas de poder da cidade, denunciando-as. Estas estruturas eram injustas para com o povo, explorando e oprimindo, reduzindo-o à miséria. Neste conjunto de denúncias (Lc 19,29 – 21,38), Jesus anuncia o fim de Jerusalém.

Morte, Ressurreição, Ascenção (Lc 22 a 24): O compromisso de Jesus com as causas populares e seu confronto com as estruturas e poderes injustos, teve um preço alto. Jesus é preso e julgado. Sob acusação de insurreição, é condenado à morte. O relato de Lucas sobre a condenação e dos momentos desta, até sua morte na Cruz, está repleto da dramaticidade que os fatos encerram em si. Lucas dá destaque às humilhações recebidas por Jesus. Isto serve-nos como grifo ao preço que se reveste a ação libertadora de Jesus. O caminho para o Gólgota, assim como os momentos finais na Cruz, não gozam de extensa narrativa. Ocupam poucos versículos do capítulo 23 deste Evangelho. Outrossim, cabe destacar a sensibilidade com a qual a escrita ressalta a entrega de Jesus ao último sacrifício. Jesus toma sobre si nossas dores (cf. Is 53,4) e por sua morte, se dá a libertação.

O ápice do terceiro Evangelho está nas palavras de Jesus na cruz: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46). A morte de Jesus é a sua libertação nas mãos de Deus. É a consequência da sua vida e atividade voltada para os pobres e oprimidos, provocando toda a violência do sistema baseado na riqueza e no poder. Mas a morte é também a libertação, é o resultado da obediência total e confiante a Deus. Por isso Lucas vê a morte de Jesus como “assunção”, o ápice do caminho de Jesus para o mistério de Deus. Jesus faz da sua vida e morte ato de humilde entrega a Deus. E Deus responde com a ressurreição (cf. At 2,22-24; 3,15), que revela e legitima o caminho de Jesus como caminho da vida.

Esperançando

O caminho de Jesus é, portanto, a pedagogia que ensina a fazer a história dos pobres que buscam um mundo mais justo e mais humano. Com efeito, Jesus traz o projeto para uma ordem nova, a libertação que leva os homens à relação de partilha e fraternidade, substituindo as relações de exploração e dominação. Eis o motivo por que o caminho-vida de Jesus e “todos os acontecimentos desta vida” (At 5,20) são importantes para revelar as dimensões de uma vida nova e educar o homem para um novo modo de ser e agir. Tal como Jesus educa seus discípulos durante a longa viagem relatada por Lucas (cf. Lc 9,51 – 19,28). Nesse sentido, encontramos antes da viagem o convite fundamental para a vida: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e me siga” (9,23ss). Jesus é o educador que mostra, pela sua palavra e ação, pela sua morte, ressurreição e ascensão, o caminho que leva à salvação e comunhão com o Pai, fonte e fim de toda a vida.

Conhecendo a estrutura e o itinerário do Evangelho de Lucas, podemos inferir dele a essência de sua mensagem. De forma mais apurada, iremos em textos futuros tratar amiúde, parte por parte, este Evangelho que nos revela Jesus: o Messias dos Pobres. Compreenderemos que este Evangelho nos apresenta o caminho de Jesus como caminho que se realiza na história. Para percorrê-lo, o Filho do Altíssimo (cf. Lc 1,32) se faz homem em Jesus de Nazaré (cf. Lc 2,1-7), trazendo para dentro da história humana o projeto de salvação que Deus tinha revelado, conforme a promessa feita no Primeiro Testamento (cf. Lc 1,68-70). Continuemos caminhando com Jesus.

Publicações anteriores sobre o Evangelho de Lucas:

Evangelho de Lucas: Um primeiro olhar sobre o Messias dos Pobres

João Batista, Jesus e o Projeto Libertador no Evangelho de Lucas

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