Catequese e Pastoral – Parte 6: Ainda o Dízimo

É bom saber que o dízimo – 10% das rendas recolhidas – era entregue no templo não porque Deus impôs esta lei para beneficiar os corações generosos, mas para sustentar os levitas – a tribo de Levi – que na divisão das terras, por ocasião da posse de Canaã, ficou sem terras para se dedicar ao serviço do culto. Caducado o sistema levítico, as comunidades cristãs não viram mais necessidade do dízimo. Viram a necessidade da vivência fraterna e do compromisso de amor entre os irmãos. O dízimo atual, então, deveria representar a solidariedade e a pertença a uma comunidade. Sendo assim, caduca a prática de recolher dízimo nas casas das pessoas que não frequentam os encontros eclesiais. Se alguém quer fazer alguma doação à Igreja, toda doação é sempre bem-vinda para estender a mão aos necessitados, mas transformar os não–pertencentes em dizimistas, aí já é demais. Sugerimos que a teologia do dízimo seja repensada; que seja posta sobre as bases da fraternidade entre irmãos e não sobre a obrigação prescrita no AT ou sobre a retribuição esperada.

Solange Maria do Carmo
Colaborou: Fique Firme

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