Catequese e Liturgia – Parte 3: A distribuição da comunhão

Ando reparando por aí como os ministros extraordinários da distribuição da comunhão eucarística têm dado a comunhão. Uma cara fechada, meu Deus! Uma pressa, que dá medo! E uma insegurança sem fim! A maioria não sabe se ergue a hóstia e a põe na boca do comungante, ou se abaixa a mão e entrega a comunhão na mão. Então, ergue, abaixa, vacila… e o comungante acaba se confundindo também, tal a confusão que alguns fazem. Nesse caso, o risco de deixar a hóstia cair é grande. E vamos falar a verdade: esse não é um problema só dos ministros extraordinários, mas dos presbíteros também.

Sobre a cara ruim, nem há muito o que falar. Fico pensando que o alimento que dá a vida deve ser distribuído com a alegria e simpatia. Ninguém entrega um dom ou um presente com cara ruim e amarrada. Não é preciso ficar rindo à toa, mas simpatia e gentileza ficam bem em qualquer lugar.

Sobre a pressa, assusta-me que tenha ministro com pressa até para celebrar. Mas tem, infelizmente. Não é preciso fazer a distribuição da comunhão com lerdeza, coisa que cansa a todos, mas também não fica bem fazê-lo a toque de caixa, sem delicadeza, sem o cuidado necessário. Conheci um presbítero no passado que tinha tanta pressa que colocava mais de uma hóstia entre os dedos e distribui-as como cartas de baralho. Toda a cidade comentava tal gesto: uma coisa lamentável!

Sobre a incerteza de como distribuir a comunhão, o melhor a fazê-lo é colocar a hóstia na altura das mãos. A comunhão na mão é sempre preferível à comunhão na boca, a não ser que a pessoa não possa pegar a hóstia ou não queira fazê-lo. Já falamos outras vezes aqui que a eucaristia é para manducar, ou seja, comer com as mãos; ela é refeição. Mas se o comungante abrir a boca, o ministro – até por uma questão de educação – deve dar a comunhão como ele deseja recebê-la. Ao colocar a hóstia na altura das mãos, o ministro indica ao comungante sua opção; que, porém, a decisão fique com aquele que comunga.

Distribuindo a comunhão com mais gentileza e carinho, os ministros prestam não só um serviço ao Senhor, mas testemunham a força de sua presença que os move a servir. Fica aí a dica!

Solange Maria do Carmo
Colaborou: Fique Firme

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