“Nenhum profeta é bem aceito na sua pátria” (Lc 4,24)

Reflexão a propósito de Lc 4,21-30

Por Karina Moreti*

O Evangelho de hoje apresenta-nos Jesus sendo desprezado pelos habitantes de Nazaré. O povo esperava um Messias espetacular, por isso, não entenderam a proposta anunciada por Jesus. Esta rejeição dos judeus ao profeta é o ponto de partida para o anúncio da Boa Nova a todos os que estiverem dispostos a acolhê-la. Sejam eles quem for.

Jesus anuncia a chegada da libertação, a mesma anunciada no Primeiro Testamento. Esta passagem apresenta Jesus na sinagoga de Nazaré, que após proclamar o texto do profeta Isaías, causa simpatia e admiração. Entretanto, ao mesmo tempo, levanta dúvidas em seus interlocutores. “Não é este o filho de José?” (Lc 4,22b).

O mesmo povo que o viu crescer, que o conhecia desde sua mais tenra idade, não confiou no que ele acabara de apresentar. Como pode um homem comum e pobre, filho de um carpinteiro, atribuir tal missão a si mesmo? Poderia vir dos pobres a salvação?

Jesus utiliza de um provérbio e cita dois profetas: Elias e Eliseu (v. 24-27). Estes realizaram sinais entre os pagãos, porque o seu próprio povo não estava disponível para escutar a Palavra de Deus. Assim, o Mestre deixa claro que se eles rejeitam sua missão e sua proposta, é certo que outros, mesmo não sendo israelitas, estarão dispostos a aceitá-lo e à sua proposta. Isto faz crescer, ainda mais, a rejeição que, gradativamente, se transforma em hostilidade com intenção de eliminá-lo.

Quantos são hoje os profetas que não são bem recebidos em meio ao seu povo? São pessoas que lutam e mostram o rosto de Deus nos excluídos. Os profetas continuam andando em  nosso meio. São pessoas como: Pedro Casaldáliga, Paulo Evaristo Arns, Zilda Arns, Martin Luther King, Dorothy Stang, Oscar Romero, Margarida Maria Alves, Tito de Alencar Lima, entre outros que deram suas vidas por causa do Reino de Deus. Porém, na luta por uma sociedade transformada pelos valores do Evangelho, as únicas armas a serem utilizadas são: a Justiça e o Reino. E assim a palavra (o Verbo) continua sua caminhada.

Oremos:

“Deus fiel e paciente, bendito sejas pela mensagem da graça de teu Filho Jesus. Nós te bendizemos pelos profetas que enviaste outrora aos pagãos, porque tu queres a salvação e a felicidade de todos os homens. Nós te pedimos pelas nossas cidades, onde a mensagem do Evangelho provoca as mesmas oposições e rejeições que aconteceram em Nazaré. Que o teu Espírito sustente a nossa fé”. Amem!

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*Karina Moreti é Jornalista, bacharel em Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, pela UNISAGRADO – Bauru, SP e bacharelanda em Teologia, pela Universidade Católica Dom Bosco.

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