Judaísmo e Cristianismo – Parte 75: O nascimento de Isaac

Então compreendemos o porquê da Tradição ter escolhido para a leitura bíblica do dia de Rosh Hashana, o nascimento de Isaac e a prova da sua amarradura, e por texto profético (haftara), o nascimento de Samuel. Mesmo que cada nascimento seja em si mesmo milagroso, é sempre uma graça pura que nos é oferecida, jorrando do não ser. Os nascimentos de Isaac e Samuel amplificam o extraordinário. O gesto de Deus segurando o braço de Abraão remete à Criação: a vida triunfa sobre a morte. Nesse sentido, todo cumprimento da mitsvá, todo esforço religioso, toda procura ética está em continuidade com este não sacrifício.

A partir de então, o julgamento não é mais visto como uma comparação em processo, mas como tomada de consciência de nossa parceria com o Criador. Tanto quanto nós nada poderíamos fazer sem a vida que Ele nos oferece ou as bênçãos da natureza, assim também acontece com a História sem o nosso envolvimento. Esse é o núcleo da mensagem dos profetas: se a criatura não ajuda a Deus no aperfeiçoamento moral do mundo, o mundo permanecerá inacabado. É por isso que no primeiro dia de Tishri, que corresponde à criação de Adão e não da terra, os fiéis cantam “hoje a concepção do mundo“, pois o homem oferece sentido ao universo criado.

In:  judaismoecristianismo.org

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