Judaísmo e Cristianismo – Parte 60: Os princípios hermenêuticos

Por Philippe Haddad [1]
Tradução de Pe. Fernando Gross

60 – Os princípios hermenêuticos

Para passar da oralidade para a escrita, essa tradição demonstrou ser necessário ter em sua estrutura dois aspectos fundamentais: uma memória religiosa e as chaves da interpretação.

Por “memória religiosa” consideramos as tradições rituais relacionadas à Bíblia que não são mencionadas claramente nos versículos. De fato, algumas coisas são sempre lembradas, como por exemplo, os sinais característicos dos animais permitidos ou não permitidos para os sacrifícios. Outras considerações permaneceram totalmente ignoradas por essa memória.

Por “chaves de interpretação” consideramos um conjunto de regras de interpretação que permitem deduzir novas leis, religiosas e sociais, a partir do Pentateuco. O Talmud conservou treze regras hermenêuticas, como por exemplo, princípios de analogia, a influência do contexto. A partir delas o mestre podia construir toda uma lógica que considerava desde implicações no campo dos ritos e da filosofia, sempre sob a condição de permanecer coerente com elas mesmas e com o espírito da Bíblia. São as múltiplas interpretações que dariam forma ao surgimento de diferentes escolas.

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[1] As publicações desta série sobre o Judaísmo são extraídas da obra do Rabino francês Philippe Haddad, no livro: Como explicar o judaísmo aos meus amigos. A tradução é de Pe. Fernando Gross. In: www.judaismoecristianismo.org

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