“Tu o dizes, eu sou Rei” (Jo 18,37b) | Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo

Por Adriana Oliveira

Primeira Leitura (Dn 7,13-14)

Leitura da Profecia de Daniel:

“Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do Ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença.

Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam; seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Salmos (Sl 92)

— Deus é Rei e se vestiu de majestade, / glória ao Senhor!

— Deus é Rei e se vestiu de majestade, / glória ao Senhor!

— Deus é Rei e se vestiu de majestade, / revestiu-se de poder e de esplendor!

— Vós firmastes o universo inabalável, / vós firmastes vosso trono desde a origem, / desde sempre, ó Senhor, vós existis!

— Verdadeiros são os vossos testemunhos, / refulge a santidade em vossa casa,/ pelos séculos dos séculos, Senhor!

Segunda Leitura (Ap 1,5-8)

Leitura do Livro do Apocalipse:

Jesus Cristo é a testemunha fiel, o primeiro a ressuscitar dentre os mortos, o soberano dos reis da terra. A Jesus, que nos ama, que por seu sangue nos libertou dos nossos pecados 6e que fez de nós um reino, sacerdotes para seu Deus e Pai, a ele a glória e o poder, em eternidade. Amém.

Olhai! Ele vem com as nuvens, e todos os olhos o verão, também aqueles que o traspassaram. Todas as tribos da terra baterão no peito por causa dele. Sim. Amém!

“Eu sou o Alfa e o Ômega”, diz o Senhor Deus, “aquele que é, que era e que vem, o Todo-poderoso”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Anúncio do Evangelho (Jo 18,33b-37)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós!

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.

— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, Pilatos chamou Jesus e perguntou-lhe: “Tu és o rei dos judeus? ”Jesus respondeu: “Estás dizendo isto por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim? ”

Pilatos falou: “Por acaso sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste? ”

Jesus respondeu: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”.

Pilatos disse a Jesus: “Então tu és rei?”

Jesus respondeu: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Reflexão

Ele é “rei” e recebeu de Deus, como diz a primeira leitura, “o poder, a honra e a realeza” sobre todos os povos da terra. Ao celebrarmos a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo; somos convidados, antes de mais nada, a descobrir e interiorizar esta realidade: Jesus, é o nosso rei, é o princípio e fim da história humana, está presente em cada passo da caminhada dos homens e conduz a humanidade ao encontro da verdadeira vida.

No entanto, a realeza de Jesus não se relaciona com a lógica de realeza à qual o mundo está habituado. Jesus, o nosso rei, apresenta-se aos homens sem qualquer ambição de poder ou de riqueza. Vem ao encontro dos pequenos e oprimidos.

Nós somos chamados por Jesus a participar da comunidade do Reino de Deus. Devemos dar testemunho da lógica de Jesus. Mesmo contra a corrente, a nossa vida, as nossas ações, a forma de nos relacionarmos com aqueles com quem todos os dias nos cruzamos, devem ser marcados por uma contínua atitude de serviço humilde, de dom gratuito, de respeito, de partilha e de amor. Como Jesus, também nós temos a missão de lutar: não com a força do ódio e das armas, mas com a força do amor contra todas as formas de exploração, de injustiça, de alienação e de morte… O reconhecimento da realeza de Cristo convida-nos a colaborar na construção de um mundo novo, do Reino de Deus.

A forma simples e despretensiosa de Jesus, o nosso Rei, se apresenta; convida-nos, a repensar certas atitudes, certas formas de organização e certas estruturas que criamos. A comunidade de Jesus (a Igreja), não pode estruturar-se e organizar-se com os mesmos critérios dos reinos da terra. Deve interessar-se, sobremaneira, por dar um testemunho de amor e de solidariedade para com os pobres e marginalizados. Deve preocupar-se mais com o serviço simples e humilde aos homens, do que com os títulos, as honras e os privilégios. Deve apostar mais na partilha e no dom da vida do que na posse de bens materiais ou na eficiência das estruturas. Se a Igreja não testemunhar, no meio dos homens, essa lógica de realeza que Jesus apresentou diante de Pilatos, está a ser gravemente infiel à sua missão.

Jesus é o nosso Rei, o Rei da humildade, da bondade e da partilha.

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