Judaísmo e Cristianismo – Parte 48: O Mérito e a Aliança

48 – O Mérito e a Aliança

Por Philippe Haddad [1]
Tradução de Pe. Fernando Gross

Para o Hebreu cada ser humano possui seu próprio estado natural, resultado de sua educação, fruto do seu ambiente social, familiar, de suas qualidades intelectuais e afetivas, psíquicas etc. Esse estado natural ou profano é o marco zero da sua caminhada ética, que somente Deus, que “sonda os rins e os corações” pode conhecer. Se em determinado tempo oferecido a uma pessoa, ela realiza um esforço moral (diante do seu próximo) ou um esforço religioso (diante de Deus) a distância “matemática” entre o estado natural inicial e o resultado do esforço de santidade, oferecem a ele o “mérito” ou zékhout.

Zekhout vem de zakh que significa “purificado”, utilizado, por exemplo, quando se refere ao azeite de oliva. O mérito é o grau de “pureza” do ser natural no seu esforço pela santidade. Para o Hebreu, esse valor é fundamental. Depois de Abraão, o mérito justifica a posteriori a criação. Com certeza, Deus permanece o Misericordioso, mas o homem pode se tornar também pelo seu esforço pessoal um verdadeiro parceiro adulto, e não uma criança passiva e dócil. É nesse sentido que se deve entender a “Aliança”, o encontro entre dois parceiros livres, e frágeis um sem o outro.

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[1] As publicações desta série sobre o Judaísmo são extraídas da obra do Rabino francês Philippe Haddad, no livro: Como explicar o judaísmo aos meus amigos. A tradução é de Pe. Fernando Gross. In: www.judaismoecristianismo.org

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