Seguir o Cristo tem consequências

Por Seny Felix

Primeira Leitura (Is 50,5-9a); Salmo – Sl 114 (115); Segunda Leitura (Tg 2,14-18); Evangelho (Mc 8,27-35)

Na Primeira leitura deste domingo, temos o terceiro Cântico do Servo. Este narra as dificuldades sofridas pelo servo. Em uma atualização para nosso contexto cristão, nos lembra que o discípulo suporta, por amor, todas as dificuldades. Por mais sofrimentos que tenha, sabe que seu destino não é a humilhação, mas é o triunfo pela total confiança em Yahweh que não falha.

Temos como resposta o Salmo de ação de graças, onde o salmista louva a Yahweh  por sua bondade, sua justiça, sua compassividade e seu livramento diante de todas as angústias. Precisamos lembrar que Yahweh, nosso Deus, é um Deus de Vivos e é com ele que devemos andar e depositar toda nossa confiança e amor.

Na segunda leitura, São Tiago nos diz que fé sem obras é morta e em concordância com o salmo nos faz lembrar que Yahweh é o Deus dos vivos e que nossa fé deve ser viva, ardente, corajosa, imperiosa e que seja testemunhada pela prática de boas obras, em atenção às necessidades dos que sofrem carências múltiplas. Nossa fé deve ser vivida em sua plenitude, onde é necessária e urgente – ou seja – no meio do povo, sobretudo, entre os sofredores.

No Evangelho narrado em Mc 8,27-35,  temos uma provocação da parte de Jesus aos seus discípulos. Primeiro, pergunta o que as pessoas dizem sobre Ele. Depois, pergunta aos próprios discípulos o que estes pensam dele. Diante da resposta positiva de Pedro, reconhecendo nele o Messias enviado do Pai, segue instruindo o que deve acontecer com ele, isto é, sofrer, ser humilhado, rejeitado, morto e, por fim, ressuscitar.

Pedro chama Jesus à parte e tem a audácia de repreender o Mestre, mas é duramente repelido e chamado de Satanás. O mesmo que, minutos atrás, o reconhecera como Messias. Tal falta de compreensão ao plano salvífico se dá porque seus pensamentos são humanos e  diferentes dos pensamentos do Pai.

Jesus se dirige então à multidão e aos discípulos e ensina que reconhecê-lo como Mestre tem consequências: renunciar a si mesmo e  seguí-lo.

Tentar preservar sua vida não é o caminho, mas fazer da vida uma doação e entrega total por causa de Jesus e do Evangelho, esse sim é o caminho da Salvação Eterna.

Quem é Jesus para nós hoje?  Ser discípulo do Mestre, implica em mudanças de pensamentos e atitudes, em estar atentos à voz de Deus.

Crer em Jesus é ter uma fé, que é viva e eficaz, que transborda no cumprimento da caridade. É amar ao próximo, por amor a Deus. É seguir o modelo que é Jesus!

É vida de sacrifícios e renúncias, mas não uma renúncia vazia, não é um amor ao sofrimento, mas amor a Deus e por ele suportar as adversidades da vida, na plena certeza de que Yahweh é conosco, sendo nosso auxílio e Deus consolador.

E assim podemos cantar como o salmista: Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s