Liberdade? A falácia de um deus tirano

Por Hermes de Abreu Fernandes

O Sete de Setembro é a comemoração histórica da liberdade do Brasil enquanto colônia de Portugal. Anedotas históricas à parte, nosso país se declarou independente do invasor europeu. Uma comemoração oportuna se, de fato, a liberdade fosse plena e verdadeira. Uma pátria independente dos invasores portugueses, mas cativa pela carência de identidade. A colônia teve um fim, porém, soberania não se conheceu.

O tempo passou. O que podemos comemorar hoje? Surgiu-nos novas ameaças, que não os invasores históricos. Não mais a colonização em senso estrito, mas um cativeiro ideológico. Cegamo-nos diante da verdade. Perdemos o senso de bem comum. Elegemos ideologias, em preterimento da humanidade. Defender o nome de alguém indefensável. Um governo desgovernado. Por que? Já nem mais sabemos os porquês. Como nos ensina a obra de José Saramago, somos todos cegos a apregoar a soberania da cegueira. Odiamos por odiar. Queremos razão, sem razão.

Nesse meio tempo, a pobreza avança. O desemprego galopa. A saúde definha. A morte tornou-se notícia corriqueira. Milhares, caminhando ao milhão. Enquanto isso, ouvimos a todo instante que devemos lutar contra o comunismo. Não é a miséria, a pandemia, a insegurança que nos assombram? Estranho. Como Dom Quixote, vemos amigos a lutar contra inimigos imaginários. Nesse meio tempo, esquecem que ao nosso lado, a cada dia, tombam homens e mulheres por abandono.

Neste sete de setembro, devemos lutar por liberdade. Livrar-nos dessa desumanidade que invadiu nosso cotidiano. Não podemos mais ficar cegos de uma cegueira ideológica. Quando pisamos sobre nossos irmãos e irmãs, por devoção ao mito. Chega de idolatria. O governo atual é um deus tirano. Similar ao Baal. Como Molock, devora seus filhos.

Voltemos para Jesus. Filho do Deus da Vida. E para seguir Jesus, precisamos nos opor aos Baals e Molocks de nossos tempos. São divindades que personificam a tirania e a morte. Escolhamos, como nos ensina o Deuteronômio, a Vida.

Senhor, livrai-nos do Mal!

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