Charles de Foucauld e a Imersão da “Infinita Delicadeza”

Precioso ensaio espiritual sobre o Irmão Carlos de Foucauld, por Faustino Teixeira, doutor em Ciência das Religiões. A quem procura viver a espiritualidade de Nazaré e do Deserto, Vale imprimir, ler e divulgar:


Por Faustino Teixeira – PPCIR/UFJF

Introdução

Quando ampliamos o olhar encontramos por toda parte buscadores espirituais muito especiais. Pessoas singulares que dedicaram sua vida ao amor ao próximo e à hospitalidade sagrada. Uma delas, que brilha de forma singular é Charles de Foucauld (1858-1916). Todo o seu itinerário foi tecido pela doação e pelo despojamento, por uma espiritualidade da relação. Foi alguém que encontrou o segredo de si mesmo no deserto, entre os últimos, fazendo de sua vida um “evangelho vivo”. Era monge, mas de um feitio novidadeiro, que escolheu o caminho radical do seguimento de Jesus, sem buscar sinais sociais mais sonoros, mas recolhido na mais íntima solidão, entre aqueles sofridos que viviam no deserto. Um jeito novo de ser “missionário”, longe de qualquer proselitismo, e voltado unicamente para a presença silenciosa, eloquente, junto aos mais pobres. Escrevia a um amigo, padre Guérin, em 02 de julho de 1907: “Sou um monge, não missionário. Sou feito para o silêncio, não para a palavra” . Dizia ainda para outro grande amigo, Louis Massignon, em 22 de julho de 1914: “Há que se deixar impregnar pelo espírito de Jesus, lendo e relendo, meditando e remeditando sem descanso as suas palavras e seus exemplos”, como aquela água preciosa que de gota em gota deixa suas marcas na pedra, naquele mesmo lugar . O valor essencial que ele deixou como legado é o testemunho, que se irradiou pelos irmãozinhos e irmãzinhas de Foucauld. Não o testemunho dito, mas aquele mais essencial, silencioso, marcado pelo estar-junto-do-outro, sem busca de reciprocidade, daquela presença invisível ou quase invisível do encontro profundo com os mais pobres e desvalidos. Estamos diante de um místico raro, que viveu sua experiência espiritual de forma ampla e solidária , com o único intuito de servir a Deus, acima de todas as coisas, na perspectiva bíblica do seguimento de Jesus. E o bonito em sua caminhada foi a peregrinação, a busca de uma contínua abertura, que foi se espraiando em presença junto aos árabes, muçulmanos, até o gesto bonito de domiciliação entre os tuaregs no deserto do Sahara, em radical despojamento, e ruptura com os laços de apego a si mesmo.

Um caminho singular de abertura

A mais clássica biografia de Charles de Foucauld, que inspirou gerações de seguidores, foi publicada por René Bazin em 1921 , depois de longa pesquisa que se iniciou no outono de 1917, chegando às livrarias no mês de setembro do mesmo ano. Foi uma solicitação feita por Louis Massignon, que suscitou vocações bonitas como a de René Voillaume e Magdeleine de Gesù, discípulos queridos que levaram sua herança por toda parte do mundo .

Charles de Foucauld nasce em 15 de setembro de 1858 em Strasburgo, na Alsácia, quando a região não tinha ainda se anexado à Alemanha. Vinha de uma família aristocrata, mas perdeu seus pais cedo, quando tinha seis anos de idade, por ocasião da guerra franco-prussiana, tendo que deixar sua terra e se exilar na Suíça, aos cuidados de seu avô, que deixa depois para ele uma grande herança. Ele se estabelece em Nancy, onde frequenta a escola (1871-1874), e depois fixa-se em Paris onde segue seus estudos na Escola Saint Geneviève, sob a direção dos jesuítas (1874-1875). Veio em seguida transferido para a escola de cavalaria de Saumur (1878-1879), e em 1880 parte para sua primeira expedição na Argélia, onde participa de operações militares. Ficou ali por pouco tempo, dispensado por indisciplina e indevida conduta. Abandona o exército entre os anos de 1883 e 1884, e parte para uma arriscada viagem de exploração no Marrocos, ainda bem desconhecido dos europeus. É ali que vai se encontrar com o mundo dos muçulmanos, sobretudo da acolhida e da hospitalidade. Foi algo que subverteu seu mundo interior, provocando grande sedução e admiração. O encontro com o Islã vai marcar definitivamente sua vida e vocação. O jovem retorna a Paris, mas bem modificado, iluminado por uma “intensa graça interior”, que o leva a iniciar o caminho de sua conversão. Dava-se início à sua busca de Deus, marcada pela interrogação que ficou conhecida: “O meu Deus, se existes, faça que te conheça”. Mesmo tendo sido educado na tradição cristã, tinha perdido sua fé aos 15 ou 16 anos. Vinha tomado por muitas dúvidas com respeito à fé católica, e para ele vários dogmas colidiam profundamente com a razão. O início da conversão veio não pelo caminho tradicional, mas pelo apreço de virtudes que reconhecia no cristianismo, e em particular a percepção da riqueza do exercício do amor como ponte de acesso ao mistério maior de Deus. Através do evangelho veio a luz do caminho amoroso, ingrediente essencial para acolher no seu íntimo o primeiro mandamento que convidava a amar a Deus de todo o coração. O momento preciso da conversão ocorreu em outubro de 1886, quando se confessou e recebeu a comunhão por parte do padre Huvelin, ao qual estará ligado por muitos anos, como mestre espiritual . Foi o sacerdote que o acolheu com afeição e conseguiu responder com plausibilidade às questões existenciais e religiosas de Foucauld . Foram muitas e ricas as presenças de amigos na vida de Foucauld, como padre Huvelin, a quem sempre recorria nos momentos de inquietude, e naqueles decisivos da sua vocação. Era para ele como um pai espiritual, seu confessor e melhor amigo. Pode-se também lembrar a presença de Louis Massignon, com o qual manteve uma singular correspondência ao longo da vida, bem como do padre Guerin. No campo espiritual, as presenças de Teresa de Ávila e João da Cruz, bem como de João Crisóstomo.

Após visitar familiares, já pensando na hipótese da vida religiosa, parte em peregrinação na Terra Santa, no inverno de 1888-1889, sendo profundamente atraído por Jesus de Nazaré, mistério kenótico do Deus que desceu ao mundo dos deserdados e excluídos. Em seguida busca encontrar o melhor caminho de viver sua caminhada espiritual, e faz retiros entre beneditinos, trapistas e jesuítas. Reconheceu na Trapa o lugar ideal para viver essa experiência de amor a Deus, e passou sete anos em comunidades trapistas, em tempos de maior estabilidade em sua vida . Os primeiros seis meses em Notre-Dame des Neiges, em Ardèque, na comuna de Saint-Laurent-les-Bains (França – entre janeiro e junho de 1890), quando tinha 32 anos. Ali recebe o habito de noviço e ganha o nome de frère Marie-Albert. Em seguida numa pobre comunidade trapista da Síria, em Akbés, de 1890 a 1896, com um breve intervalo para o priorado e profissão religiosa na comunidade trapista de Notre-Dame du Sacré Coeur, na Síria. Sua profissão religiosa ocorreu em 02 de fevereiro de 1892. Nessa etapa final faz o discernimento de que a Trapa não seria o lugar ideal para sua experiência contemplativa, captada com alegria em sua estadia em Nazaré. Seu caminho deveria ser outro. Em correspondência com seu guia espiritual, padre Huvelin , manifesta pela primeira vez o desejo de uma congregação de monges simples, com vida comunitária de seguimento radical de Jesus. O desejo era de uma comunidade que pudesse acolher indistintamente a todos, “amigos ou inimigos, muçulmanos e cristãos” .

Em 1986, passa um tempo na Trapa argelina de Staueli, e dali foi enviado a Roma, onde pediu dispensa de votos, que acabou adiando por um tempo para seus estudos teológicos. Faz seus votos perpétuos de castidade e pobreza em fevereiro de 1897, junto a seu confessor, o padre trapistra Robert Lescand, recusando a partir de então qualquer apego a propriedade, buscando assim a vida de “pobre operário”. No mesmo ano parte para Nazaré, na Terra Santa, onde passa a viver em simplicidade, num trabalho cotidiano de abnegação e pobreza, por quatro anos, de março de 1897 a julho de 1900. Nessa ocasião trabalhou como jardineiro das irmãs clarissas , sendo então reconhecido como frère Charles de Jesus. Numa de suas cartas, dirigida a Raymond de Blic (24/04/1897), ele assinala que vivia numa “casinha solitária”, no terreno pertencente às irmãs clarissas: num “eremitério delicioso, perfeitamente solitário”, com grande liberdade. Foi um período difícil na vida de Foucauld, mas determinante no delineamento de sua humanidade. Um período onde vivenciou a densidade de tentações , sendo orientado por Huvelin, dos mais singulares diretores espirituais do século XIX.

Por conselho da abadessa das clarissas de Jerusalém, decide preparar-se para o presbiterado, sendo ordenado no seminário maior de Viviers, no Ardèche (França) . Ali consegue a autorização para ser “padre livre” da diocese de Viviers no Sahara, vindo a se estabelecer em Beni Abbès, ao sul de Orã, entre o Marrocos e a Argélia. Ali permaneceu entre os anos de 1901 e 1905. Seu desejo era continuar no Sahara “a vida escondida” de Jesus de Nazaré, não com o intuito de pregar, mas de viver na solidão, humildade e pobreza, servindo aos outros no exercício da oração conjugada com a prática da caridade. Em Beni Abbès celebra sua primeira missa e faz contato com o padre branco Guerrin, que o aceita para trabalhar em seu território eclesiástico. Sua intenção viva era de formar uma comunidade pobre, e chega a comprar um terreno para formar sua fraternidade, onde construiu um pequena capela e um eremitério, inspirando-se nos zâwiya muçulmanos. Como hábito, uma rústica túnica branca, com um coração vermelho encimado por uma cruz. O ritmo da vida comunitária vinha pontuado pelo trabalho manual, a oração e a adoração ao santíssimo sacramento.

Em razão de dificuldades de experiência naquela localidade, por causa da guerra entre os franceses e os tuaregs, decide estabelecer-se entre os tuaregs, com a autorização de seus mentores especiais, monsenhor Guerín e padre Huvelin. Charles de Foucauld vinha movido pelo singular anseio da hospitalidade, para ele um dom evangélico singular. E juntamente a atração pelo islã, com sua simplicidade, pontuando seu itinerário espiritual nas terras do Sahara. O desafio de penetrar naquele mundo misterioso dos tuaregs, meio inacessível, marcava seu espírito e vocação. Mas seu gesto de despojamento e hospitalidade nunca era considerado suficiente. O alvo era um despojamento ainda mais radical, para aproximar-se do exemplo do Jesus nazareno. Como local de “ministério” escolheu Tamanrasset, onde chegou em 1905. A região era deserta, com um pequeno número de pobres, cerca de 20 cabanas disseminadas num espaço de três quilómetros. Naquele lugar construiu uma cabana simples, para sua vida de oração, conhecimento da região, interlocução criadora com os tuaregs e assistência aos nômades que passavam pelo povoado. Junto aos tuaregs viveu uma singular experiência espiritual, que proporcionou-lhe pistas de superação de seu exclusivismo e o reconhecimento essencial do valor da simples presença entre os outros. Em carta a um amigo, frère Charles, assinalou: “Meu caro doutor, estou aqui não para converter num lance os tuaregs, mas para buscar compreendê-los e contribuir no seu aperfeiçoamento” . Como linguagem fundamental, escolheu a do amor. Como indicou Jacques Maritain, o objetivo visado era de simplesmente “o de os amar, e de os compreender com amor, partilhando com eles a sua vida, a sua pobreza, os seus sofrimentos, e sem ter a menor intenção de os converter” . Na região alcançou sua maturidade espiritual, além de exercer um fabuloso trabalho de tradução de poesia tuareg (cerca de 6000 versos), bem como um léxico e uma gramática em língua tuareg . Ali viveu, entre os mais pobres, até sua morte, ocorrida em 01 de dezembro de 1916. Em anotação escrita em Tamanrasset, publicada em livro de 1979 , ele dizia: “Amar o próximo, quer dizer todos os homens, como nós mesmos, ou seja, fazer da salvação dos outros, como da nossa, a tarefa de nossa vida: amar-nos uns aos outros como Jesus nos amou, fazer da salvação de todas as almas a tarefa de nossa existência” . O período final de sua vida foi de extremo despojamento, com proximidade mesmo de uma “aniquilação” de si, visando a união mais íntima de Jesus e sua mensagem.

A vocação de uma solidão sonora

Charles de Foucauld foi alguém sempre temperado pelo desejo da solidão, da vida íntima de oração, mas sem com isso, em nenhum momento, isolar-se de sua gente, sobretudo dos mais desvalidos. Em sua primeira regra, de 1896, prescrevia aos discípulos meia hora de oração tanto na manhã como na noite, pedindo a Deus “a salvação de todos os homens” . Seu encontro com o islã, com os pobres muçulmanos revela um lindo exercício de amor evangélico. Nunca sentiu sua vocação como a de um pregador tradicional, mas de alguém dedicado a uma existência silenciosa de presença junto aos outros. Sua concepção da vida monástica era distinta daquela vivida na Trapa: não da separação do mundo, mas “do silêncio no coração do mundo” . No momento de radical despojamento, em Tamanrasset, buscou estar bem próximo daqueles que o deserto isolou do mundo .

Sempre expressou a alegria de receber de Deus esse dom do silêncio e do serviço, bem como a felicidade de viver sua experiência religiosa no seguimento de Jesus. O horizonte de sua missão era o da radicalidade do amor: aos outros e a Deus, com todas as fibras de seu coração. Era tomado por uma só vontade, a de fazer o Bem que está no projeto de Deus. Daí sua opção por uma vida monástica simples e despretensiosa, sem qualquer pretensão de reciprocidade. O caminho que estava diante era o da pura gratuidade. Ninguém escolhe uma vocação, dizia Foucauld, mas sempre a recebe como um dom. Em seu itinerário estava o desafio de ver em cada ser humano um irmão, deixando-se cativar por ele, daí gostar imensamente da expressão de difícil tradução: apprivoiser. Em sua clássica oração do abandono ele pede a Deus, com energia, para que ele envolva todas as malhas de seu ser:

Meu Pai,
Entrego-me a vós,
Fazei de mim o que for do vosso agrado.
O que quiseres fazer de mim, eu vos agradeço.
Estou pronto para tudo, aceito tudo,
desde que a vossa vontade se realize em mim,
em todas as vossas criaturas;
não desejo outra coisa, meu Deus.
Deponho minha alma em vossas mãos,
eu vo-la dou, meu Deus, com todo o amor do meu coração,
porque vos amo
e porque, para mim, é uma necessidade de amor dar-me
e entregar-me em vossas mãos, sem medida,
com uma confiança infinita, pois sois meu Pai .

A oração do abandono é considerada das mais clássicas de todo o repertório místico mundial. Uma oração rezada em todos os quadrantes do mundo. Ela tem um feitio semelhante ao realizado no devocionário muçulmano, e faz lembrar os grandes poemas de amor sufis. Foi provavelmente composta por Charles de Foucauld quando ele esteve em Nazaré, num retiro de 1897, meditando sobre uma passagem evangélica, de Lucas 23,46: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”.

Na medula da experiência do amor está aquela linda expressão árabe, Rahma, com sua significativa raiz trilítera: R-H-M, que indica o mistério da compaixão e da misericórdia que habita cada ser humano e toda a criação. Na base desse exercício de amor, vivido intensamente por Foucauld, a percepção de que a vida interior é a fonte de todas as virtudes, o ponto de arranque para a “delicadeza fraterna”. Tudo nasce desse sacrário interior, desse braseiro, como tão bem expressa Teresa de Ávila. Amar, dizia Foucauld, não se resume a sentir que se ama, mas a “querer amar” . Na dinâmica de sua vida espiritual, Foucauld viveu a riqueza desse colóquio interior com Deus, na proximidade bonita com aquele que, como diz Teresa de Ávila, nos abraça mesmo antes de qualquer movimento nosso em sua direção. Foram vários e intensos os momentos dessa Presença vibrante do Amado no profundo silêncio do Sahara, algo de uma doçura indescritível. Nos passos de seu itinerário dialogal, uma sensibilidade nova, de “infinita delicadeza” no exercício da caridade, sem uma preocupação de grandes serviços, mas de um cuidado cotidiano, de tenra delicadeza nos pequenos gestos e detalhes de atenção aos corações .

Apesar de todo o seu despojamento e dedicação, Foucauld entendia que podia avançar ainda mais no seguimento de Jesus. Daí reforçava a sua oração, de modo a poder libertar-se de tudo que não era o Amado. Tinha plena consciência de seus limites: seu escasso amor a Deus e ao próximo, bem como a carência da humildade necessária para o seu apostolado . Assim como todos os místicos, viveu a experiência da tentação, da dificuldade de orar, do passo atemorizador da proximidade do demônio. Isso ocorreu em momentos delicados de sua vida no deserto, nos picos de solidão, quando vivenciou a experiência da noite escura e da aridez espiritual . Ninguém está livre desses momentos sombrios que acompanham a jornada espiritual.

A hospitalidade sagrada


O referencial evangélico foi o companheiro contínuo de Charles de Foucault em sua jornada espiritual. É desse manancial que brota e irradia toda sua tessitura dialogal. Tinha um carinho especial pela amizade, radicalizada na delicadeza fraterna e no sagrado dever da hospitalidade. Para ele, o hóspede não era um estranho ou desconhecido, mas um “hóspede de Deus”. Na relação dialogal com os outros vivenciava algo de profundo, como a experiência reveladora do sagrado. A hospitalidade era o caminho escolhido para partilhar a via humilde com os humildes. Daí se poder afirmar com tranquilidade o toque de sua mística da hospitalidade, e uma compreensão profundamente distinta do trabalho missionário, que escapa a qualquer proselitismo ou centralidade de um anúncio explícito. A missão é vista por ele como um testemunho silencioso da caridade. Fora dela não há salvação. Já dizia desde cedo que ele tinha sido feito para o silêncio e não para a palavra, distinguindo-se claramente do trabalho missionário dos padres brancos. Sua compreensão da Misericórdia de Deus era também fantástica. Não priorizava os sinais eclesiais visíveis, muitas vezes obscurecidos pela ostentação, mas os traços invisíveis que adornam a experiência novidadeira do amor, o “verdadeiro pão espiritual da Hospitalidade” . E não buscava a conversão dos outros, pois estava animado pela clara e lúcida consciência de que “Deus acolherá todos no Paraíso”. Dizia que estava certo que o bom Deus acolherá no céu todos aqueles de alma nobre, que fizeram de sua vida o exercício da bondade, honradez e honestidade . Reconhecia não ser necessário falar do Senhor, mas criar laços de confiança e fraternidade.

Referências Bibliográficas


BAZIN, René Charles de Foucauld explorateur au Maroc, ermite au Sahara. Paris: Plon, 1921.
CHATELARD, Antoine. Charles de Foucauld verso Tamanrasset. Magnano: Qiqajon, 2002.
DI GESÙ, Magdeleine. Gesù per le strade. I parte (1936-1949). Casale Monferrato: Piemme, 2000.
DE FOUCAULD, Charles. Voyageur dans la nuit. Paris: Nouvelle Cité, 1979.
MARCOCCHI, Massimo (a cura di). Charles de Foucauld. Nel deserto con amore. Brescia: Editrice La Scuola, 2012.
MARITAIN, Jacques. O camponês do Garona. Um velho leigo no Concílio. Lisboa: União Gráfica, 1967.
MASSIGNON, Louis. Écrits mémorables, 1. Paris: Éditions Robert Laffont, 2009.
PICCOLA sorella Annunziata di Gesù. Charles de Foucauld e l´islam. Magnano: Qiqajon, 2005.
SOURISSEAU, Pierre. Charles de Foucauld. 1858-1916. Torino: Effatà Editrice, 2018, p. 210.
TEIXEIRA, Faustino & BERKENBROCK, Volney (Orgs). Sede de Deus. Petrópolis: Vozes, 2002.
VOILLAUME, René. Charles de Foucauld e i suoi discepoli. Cinisello Balsamo: San Paolo, 2001.

Colaborou: Carlos Roberto Carvalho e Faustino Teixeira

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