Misericórdia e justiça social católica fundamentais em tempos de desafio, enfatiza bispo das Antilhas

“Praticar misericórdia não significa dar o que é conveniente dar, mas realizar um esforço concreto para ajudar todos os que estão em dificuldades”, especialmente” nesta época de pandemia”, observa o vice-presidente da Conferência Episcopal das Antilhas (AEC).

“Em tempos de desafio, é preciso justiça e misericórdia”, escreve Dom Charles Jason Gordon, vice-presidente da Conferência Episcopal das Antilhas (AEC, sigla em inglês), em uma reflexão publicada no site do episcopado local.

“A misericórdia está no centro da revelação de Jesus Cristo – afirma o prelado. Mas para praticar misericórdia, devemos antes praticar a justiça, isto é, dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido”.

Neste sentido, o convite do prelado à prática das obras de misericórdia, tanto espirituais quanto corporais, que “não são simplesmente o que se espera do cristão, mas são um critério de salvação”.

Olhando então para o dramático contexto social provocado pela pandemia de coronavírus, o arcebispo Gordon recorda que “muitas pessoas que há três semanas eram capazes de sustentar suas famílias, agora estão em dificuldades e não conseguem ver um futuro.

Aos taxistas, aos comerciantes e aos trabalhadores semanais foi pedido que ficassem em casa sem renda por três semanas e agora são os novos pobres”. “Como Igreja – reitera o vice-presidente da AEC – devemos ser solidários com eles neste momento difícil”.

Outro ponto sublinhado pelo prelado diz respeito ao “destino universal dos bens da terra”. “A propriedade de tais bens – explica o vice-presidente dos bispos das Antilhas – faz de seu proprietário um administrador, com a tarefa de torná-los frutíferos e de compartilhar seus benefícios também aos outros”.

Esse, de fato, é “o princípio fundamental da justiça social católica, um ensinamento que, sobretudo agora, devemos seguir e viver”, porque “praticar misericórdia não significa dar o que é conveniente dar, mas realizar um esforço concreto para ajudar todos os que estão em dificuldades”, especialmente” nesta época de pandemia”.

Dom Gordon exorta ademais a tutelar “o princípio da prioridade do trabalho sobre o capital, uma pedra angular da Doutrina Social da Igreja e da lei moral que deve guiar todos os empresários católicos”.

No atual contexto, o prelado reitera que “o trabalho deve sempre ter prioridade sobre os ganhos, porque é a única maneira de manter a família”. Um empreendedor, portanto, “não pode sair dessa crise sacrificando os trabalhadores em benefício do lucro pessoal. A prioridade deve ser os funcionários, sua segurança e seu sustento”. “Isso não é piedade – enfaztiza Dom Gordon – mas é uma lei da justiça”.

Por sua parte, os bispos das Antilhas informam que a maior parte de sua renda “é agora destinada para apoiar aqueles que mergulharam na pobreza”. Disto o convite dirigido a toda a sociedade para encontrar “uma maneira de compartilhar esse fardo juntos”. (IP)

Fonte: Vatican News

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