Lembrando os 24 anos do Martírio de Galdino Jesus dos Santos



Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada

Galdino Jesus dos Santos, índio Pataxó, do Sul da Bahia, 44 anos, tinha ido à Brasília mais uma vez para exigir a devolução das terras pataxó, griladas por fazendeiros. Cansado pelas manifestações e outras atividades do Dia do Índio, na madrugada do dia 20, Galdino estava dormindo num ponto de ônibus. Passando por ali 5 rapazes em atitude de farra resolveram queima-lo derramando combustível em seu corpo e ateando fogo.

Líder Pataxó e símbolo da resistência do seu povo que há cinco séculos vêm sofrendo em primeira linha as investidas da dominação invasora, Galdino tornou-se também vítima-símbolo da discriminação e do sadismo de uma “civilização” desumana.

Quatro anos depois do crime, Max Rogério Alves, Eron Chaves de Oliveira, Tomás Oliveira de Almeida e Antônio Novély Cardoso de Vilanova foram condenados pelo júri popular a 14 anos de prisão, em regime integralmente fechado, pelo homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que impossibilitou defesa à vítima). Já o adolescente, G.N.A.J. foi condenado a um ano de medidas socioeducativas.

No local onde ocorreu o crime foram colocadas 2 esculturas relativas ao assassinato de Galdino: uma retrata uma pessoa em chamas e a outra representa uma pomba, símbolo da paz. O local passou a ser chamado “Praça do Compromisso”.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada, a partir de pesquisa na internet e da Galeria dos Mártires.

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