O clamor de Dom Guilherme é de todos nós

Por| Hermes de Abreu Fernandes

Ontem, 12 de janeiro, chegou-nos às mãos texto de Dom Guilherme, bispo de Lages-SC, sobre a homilia de um padre da Canção Nova. Estávamos todos com voz embargada pelo fato. Aqueles que querem bem ao Papa Francisco, assim como, mantêm respeitosa obediência aos nossos pais na fé, os bispos e, em conseguinte, à CNBB, sentiam-se com uma resposta ainda calada. A coragem deste bispo nos inspirou. Foi um alívio para todos. Entretanto, há que se buscar a sabedoria destes fatos.

Desde nossos primeiros passos na Iniciação à Vida Cristã, nós – na condição de catecúmenos – professamos nossa fé na Igreja Una e Santa. Católica, continuadora do Mister de Pedro. É neste múnus do sacerdócio supremo, do qual está revestido o Papa, que se fundamenta a incondicional obediência a ele. Ao ser eleito, por legítimo conclave, torna-se continuador do ministério petrino, abrigando em si a condição de vicarius sponsae christi. Deixando de lado nosso latim, o que deve ficar em nosso coração é a certeza de que se tem uma única forma de viver a comunhão com a Igreja: ou se está com o papa, ou se deve deixá-la. Não há obediência condicionada. É uma relação metafísica. Ou se é, ou se deixa de ser. Sem meios termos.

Em extensão aos bispos, devemos entender que estes são nossos pais na fé. O ministério episcopal nos é deixado como instituição fundamentada na própria Palavra de Deus. O Livro dos Atos dos Apóstolos, assim como a Literatura Epistolar do Segundo Testamento, lá estão para consulta e inspiração. Ora, claro está que o bispo é revestido de ministério divino. Instituído pelo Senhor (cf. Didaquê, nº 15).

Muito bem nos disse Dom Guilherme em sua nota (clique aqui para ver a nota do bispo): “Na casa onde a voz e autoridade dos pais já foi solapada, usurpada e roubada pelas crianças ou adolescentes, vira normalmente ‘chapéu velho’ e a ruína vem à galope”. Considerando que a palavra pai bem se aplica aos bispos da CNBB, fica o profético alerta. A ruina de nossa Igreja pode não tardar, se os novos sacerdotes se outorgam direito de seguir outra inspiração que não o magistério petrino. Desrespeitando às orientações do Papa e às Diretrizes da CNBB, agem como seitas, rompendo com o corpo místico de Cristo, a Igreja.

É neste sentido que pedimos, conclamamos e exortamos: há que se ter uma reparação da Comunidade Canção Nova, mediante seus equívocos. Se esta se sente, ainda, em comunhão com a Igreja de Jesus, deve pedir perdão aos nossos pais na fé. Ao Papa e à CNBB. Tamanha sua ofensa ao ministério que estes representam! O contrário a isso é declarado cisma. A desobediência da Comunidade Canção Nova chega ao limite do tolerável. Esse é o momento que devem responder ao imperativo de Jesus: “Ou está comigo, ou está contra mim” (Mt 12,30).

3 comentários Adicione o seu

  1. Com certeza, se a pessoa ou instituição não está ligada a Deus é seus representantes estão contra e o próprio Deus poderá como o ramo de parreira que não dá fruto bom.

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  2. Frei Bruno Glaab disse:

    Acho que está na hora de a CNBB abrir os olhos diante destas Igrejas paralelas (Canção Nova, Rede Vida, Pai Eterno, século XXI e Aparecida). Creio que a mais vergonhosa de todas é a Canção Nova. Parece mais uma seita pentecostal, ou neopentecostal. Estas redes não seguem a caminhada da Igreja do Brasil, nem as diretrizes da CNBB. Fico indignado quando, por acaso ligo a TV nestas redes. Quem se salva um pouco é a Aparecida, mas ela também alguns programas com uns padres vestidos num estilo do século XV. Fazem uma pregação estranha, completamente em desacordo com o Vat. II e as diretrizes da CNBB. Pedem dinheiro e induzem o povo a não se sentir responsável pelas suas comunidades paroquias. repito: está na hora de abrir os olhos.

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  3. Penso que são raízes doutrinárias a nortear certos padres da CANÇÃO NOVA,participei de uma MISSA celebrada por um desses tais que se apresentou: “sou padre da CANÇÃO NOVA “nunca vi tanto retrocesso liturgico e pastoral JUNTOS numa celebração Dominical.
    Eu muitas outras pessoas saimos indignados com aquele jovem sacerdote,
    Super retrógrado.

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