A Besta do Apocalipse

Por|  Luiz da Rosa

A Besta que aparece no último livro da Bíblia, de maneira simbólica, são aquelas instituições, impérios ou realidades que se opõem de maneira enfática ao Reino de Deus, no decurso de toda a história. No tempo de Daniel pode ter sido aplicado aos reinos dos selêucidas, herdeiros de Alexandre Magno; no tempo da escritura do Apocalipse provavelmente o autor tinha em mente o Império romano, sobretudo como opressor do cristianismo; hoje, no nosso tempo pode e deve ser aplicado a realidades que cada um de nós vê entre nós, que impedem a implementação da Vontade divina.

Apocalipse 13

Esse é o capítulo que fala especificamente da Besta, que suscita tanta especulação e interpretações fantasiosas. Tudo isso deriva inevitavelmente do caráter simbólico que está por trás do texto, mas também da falta de capacidade de interpretar corretamente o texto apocalíptico em geral e esse texto em particular.

Para entender bem esse texto, além de compreender a lógica da literatura apocalíptica, é preciso voltar ao Antigo Testamento e ler com atenção Daniel 7. Não se trata de um contato literal, pois Daniel fala de 4 monstros, enquanto que o Apocalipse menciona apenas um. A verdade é que  Ap 13 tem o conjunto das Bestas que aparecem em Daniel 7,3-7. Entre os 4 monstros de Daniel, o terceiro tem 4 cabeças (4 + 3 = 7) e o quarto monstro tem dez chifres. Além disso, os três primeiros monstros de Daniel são comparados com um leão, pantera e urso, os mesmos animais que aparecem no versículo 2 de Apocalipse 13. Como aquelas de Daniel, também a besta de João sai do mar, que é o ambiente aonde nasce o mal, que contrasta com o bem. O dragão, que está por trás dessa besta é a natureza dessa besta, o mal. E o seu antagonista é o Cordeiro imolado.

É fundamental a pergunta que se encontra em 13,4:

Quem é comparável à Besta e quem pode lutar contra ela?

Essa pergunta é dirigida a todo leitor do livro do Apocalipse. Que resposta demos? Quem pode combater o mal que existe no mundo? Quem representa esse mal e, segundo nós, aonde se encontra a libertação dele?

Fonte: abilbia.org

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