Diálogos Espirituais – Thomas Merton

Em fevereiro de 1937, o jovem Merton fez um curso de literatura medieval francesa. Enquanto isso adquiriu a obra de Étienne Gilson: O espírito da filosofia medieval. O Nihil Obstat e o Imprimatur quase o fizeram rejeitar esse livro “católico”. Mas, apesar de tudo, leu-o.

“O conceito importante que retirei dessas páginas foi de molde a revolucionar a minha vida inteira. Na palavra asseidade, que só pode ser aplicada a Deus, e que exprime o seu atributo mais característico, descobri uma concepção de Deus inteiramente nova. Contrariamente ao que pensara até então, compreendi que a fé dos católicos não é uma noção vaga e supersticiosa, nascida em uma idade não científica. Ao contrário, ela se revela ao mesmo tempo profunda, precisa, simples e exata.”

Notou outros pontos que corrigiram sua falsa noção de Deus. Cheio de imenso respeito pela fé e pela filosofia católica, reconheceu a urgência de uma conversão… e sua vida mudou de sentido.

Por outro lado, o Espírito Santo agia nele por intermédio de seus amigos da Universidade de Colúmbia: Mark Van Doren, Edward Rice e Bob Lax, judeu meio-Hamlet, meio-Elias, Seymour, Gibney, Gerdy e outros.

Bacharel em artes, especializa-se em literatura inglesa do século XVIII. Estudando William Blake, cujos poemas são objeto de sua tese, adquire consciência de que “a única maneira de viver é viver em um mundo impregnado da presença de Deus”.

Entretanto, a vida da alma não é apenas conhecimento: é antes de tudo amor. O mais dinâmico de seus amigos, o pequeno monge hindu Brahmachari, sugere-lhe a leitura da Imitação de Cristo e das Confissões de Santo Agostinho. Não é ele próprio um Agostinho que a graça ainda não libertou?

O jovem estudante instala-se em um apartamento, atrás da biblioteca da Universidade, e começa a ler a Imitação, e a desejar comunicar-se com um padre.

Em resumo, podemos dizer que, no outono de 1938, os fundamentos de sua conversão ao Cristianismo estão lançados: durante 1 ano e meio, lera Gilson, e passara da indiferença à possibilidade de um mundo sobrenatural; experimentara mesmo a realidade da experiência religiosa, pela adesão da inteligência e pelo impulso real, se bem que obscuro, de consagrar sua vida a Deus pelo Sacerdócio.

Trecho do Capítulo I, Segunda parte: “Pagando um alto preço”, da autobiografia de Thomas Merton “A montanha dos sete patamares”

“(…)A conversão, ela própria, é obra da graça e de nossa vontade. O Catecismo da Igreja Católica nos diz que temos um vocação sobrenatural para a vida eterna. “A graça é o favor, o socorro gratuito que Deus nos dá para responder a seu convite: tornar-nos filhos de Deus, filhos adotivos, participantes da natureza divina, da Vida Eterna”. Ela nos introduz “na intimidade da vida trinitária”. Mais ainda, a “graça de Cristo é o dom gratuito que Deus nos faz de sua vida infundida pelo Espírito Santo em nossa alma, para curá-la do pecado e santificá-la”. Porém, “a livre iniciativa de Deus pede a livre resposta do homem, pois Deus criou o homem à sua imagem conferindo-lhe, com a liberdade, o poder de conhecê-lo e amá-lo. A alma só pode entrar livremente na comunhão do amor.

A graça derrama-se a cada um de nós das mais diferentes maneiras e através dos mais diversos contextos. Para mim, ela operou por intermédio da dimensão intelectual, minha atividade predileta, então estudante de Literatura na Columbia University. Eu, que ambicionava ser um grande literato e poeta, fui tocado justamente por um livro, sobre filosofia medieval. Leia, pois, meu relato.

Existe um paradoxo no âmago mesmo da existência humana. Tem que ser averiguado, a tempo de uma derradeira e perdurável felicidade ser possível à alma de uma criatura humana. O paradoxo é o seguinte: a natureza do homem, por si, pouco ou nada pode fazer para resolver seus mais importantes problemas. Se seguirmos nossas naturezas, nossas filosofias, nossa órbita de ética, terminaremos no inferno.

Isto seria um pensamento deprimente, se não fosse puramente abstrato. Porque, na ordem concreta das coisas, Deus deu ao homem uma natureza que foi organizada para uma vida sobrenatural. Criou o homem com uma lama que foi feita não para levá-lo à perfeição mediante sua própria contingência, mas para ser aperfeiçoada por ele de maneira infinitamente além do alcance do poder humano. Não fomos destinados a levar vidas puramente naturais, e portanto não fomos nunca destinados, nos planos de Deus, para uma beatitude puramente natural. A nossa natureza, que é um Dom livre de Deus, nos foi dada para ser aperfeiçoada e encarecida por um outro dom livre gratuito.

Esse dom espontâneo é a ‘graça santificadora’. Aperfeiçoa a nossa natureza com a outorga duma vida, de uma intelecção, dum amor, dum módulo de existência infinitamente acima de seu próprio nível. Mesmo que um homem tivesse chegado ao pináculo abstrato da perfeição natural, o trabalho de Deus não teria chegado à metade; estaria ainda apenas no início, porque o real trabalho é trabalho da graça, das virtudes infusas e dos dons do Espírito Santo.

Que é a ‘graça’? É a própria vida de Deus compartilhada por nós. A vida de Deus é o Amor. Deus caritas est. Pela graça ficamos capacitados a partilhar do amor infinitamente específico Daquele que é uma realidade tão pura que de nada carece e que por conseguinte não pode, concebivelmente, explorar nada para fins egoístas. De fato, fora Dele não há nada, e tudo quanto existe só existe por Sua espontânea dádiva de doar vida, de modo que uma noção que é absolutamente contraditória com a perfeição de Deus é o egoísmo. É impossível, metafisicamente, Deus ser egoísta porque a existência de tudo depende de Sua dádiva, depende de sua liberalidade.

Quando um raio luminoso fere um cristal, dá uma nova qualidade ao cristal. Quando o amor infinitamente desinteressado de Deus bate numa alma humana, acontece o mesmo fenômeno. E isso é a vida chamada a graça santificadora.

A alma do homem, deixada ao acaso de sua esfera natural, é um cristal potencialmente lúcido deixado nas trevas. É perfeito em sua natureza, mas lhe falta qualquer coisa que só pode receber de fora e de cima de sua condição. Mas quando a luz incide, se torna de certo modo transformado em luz e parece perder sua anterior natureza, tamanho é o esplendor da natureza maior, da natureza da luz que passa a residir ali.

Assim, a bondade natural do homem, sua capacidade para o amor que deve ser sempre, em certo sentido, um tanto egoísta se permanecer no plano natural, se transfigura e se transforma quando o Amor de Deus aí se retrata. Que acontece quando um homem se dilui completamente nessa Luz Divina que o invade? Tal perfeição é apenas para aqueles que são chamados santos – para aqueles que de fato são santos e vivem na luz de Deus, somente. Pois aqueles que são cognominados de santos pela opinião humana na terra, podem muito bem ser demônios e sua luz pode muito bem vir das trevas. Porque, no que diz respeito à luz de Deus, somos corujas. Ela nos cega e tão logo nos fere ficamos fulgurados no escuro. Pessoas que nos parecem santas muitas vezes não o são, ao passo que muitas outras que não parecem santas, o são, não raramente. E os maiores santos são muitas vezes os mais obscuros – Nossa Senhora, São José.

Cristo estabeleceu a Sua Igreja entre outras razões a fim de que os homens se pudessem levar uns aos outros até Ele e por esse processo se santificassem bem como aos outros. Pois nesse trabalho é Cristo que nos atrai para Ele, mediante a ação do nosso próximo.

Devemos comparar as inspirações que nos vêm das profundezas de nossa consciência com a revelação que nos é dada com certas garantias divinas pelos que herdaram em nosso meio o lugar dos Apóstolos de Cristo – por aqueles que nos falam em Nome de Cristo e como se fosse por Sua própria pessoa. Qui vos audit, me audit; Qui vos spernit, me spernit.

Quando urge aceitar a autoridade de Deus sobre coisas que não podem por certo ser conhecidas de outro modo a não ser como reveladas por Sua autoridade, não falta quem considere insensatez volver a cabeça e escutar e não queira aceitar por essa fonte coisas que doutra maneira não poderiam conhecer. E todavia tenderão a aceitar de modo humilde e passivo as mentiras dos jornais quando lhes bastaria apenas soerguer um pouco a cabeça de cima da folha que estão segurando para então verem mesmo na frete a verdade.

Por exemplo, só o pensamento de um imprimatur no frontispício de um livro – a aprovação de um bispo concedendo ordem à publicação do mesmo nas bases de uma doutrina sã – é coisa que irrita muita gente ao cúmulo da indignação. Certo dia, em fevereiro de 1937, aconteceu eu Ter algumas notas no bolso, uns cinco ou dez dólares disponíveis. Achava-me na Quinta Avenida por uma razão qualquer, e me atraiu a vitrina da livraria Scribner’s, toda cheia de reluzentes livros novos. Naquele ano eu me matriculara num curso de Literatura Medieval Francesa. Meu espírito estava voltando de certa forma às coisas que me vinham à memória do tempo de Saint Antonin. A simplicidade profunda, ingênua e rica dos séculos XII e XIII estava começando a me fascinar outra vez. Eu escrevera um artigo sobre a lenda do ‘Jongleur de Notre Dame’ comparando-a com uma história dos Eremitas do Deserto que li na Patrologia Latina, de Migne. Eu estava sendo atraído de novo para a atmosfera católica e sentia sua higidez trabalhar dentro de mim, conquanto na esfera meramente natural.

E eis que então vi na vitrina do Scribner’s um livro chamado O Espírito da Filosofia Medieval. Entrei, tirei um exemplar da prateleira, olhei bem o índice e depois o subtítulo que me decepcionou porque dizia que o livro era a publicação duma série de conferências que tinham sido feitas na Universidade de Aberdeen. Isso, principalmente para mim, não era recomendação; mas me abria a pista para travar certo conhecimento com a identidade e o caráter de Étienne Gilson, seu autor.

Comprei-o, junto com outro livro cujo nome já me esqueci completamente, e durante a viagem no trem de Long Island para casa, desembrulhei o pacote a fim de dar uma olhadela e gozar as minhas aquisições. Foi só então que vi na primeira página de O Espírito da Filosofia Medieval os seguintes caracteres que diziam: ‘Nihil Obstat. Imprimatur’. Feriu-me como um estocada no estômago a sensação de desagrado e decepção que experimentei. Foi como se me sentisse roubado! Sendo assim, minha tentação era jogar o livro pela janela em cima dalguma casa do Woodside para me livrar de uma coisa perigosa à toa. Eis a espécie de terror que se levanta numa mentalidade moderna não esclarecida por causa de uma inocente frase latina e da assinatura dum sacerdote. É impossível comunicar a um católico o número e a complexidade de temerosas associações que pode trazer consigo uma pequena coisa como esta. Ela ali está em latim – um idioma difícil, antigo e obscuro. Isso implica, para a mentalidade que tem raízes no Protestantismo, em toda sorte de sinistros segredos que se supõe que os padres nutrem e escondem das pessoas comuns naquela língua desconhecida. Depois, o mero fato de se meterem a julgadores da índole de um livro e dizer que permitem que seja lido; eis algo que aborrece e dá implicância. Desperta logo a lembrança de todos os reais e imaginários excessos da Inquisição. Eis algo do que senti quando abri o livro de Gilson; pois urge compreender que, conquanto eu admirasse a cultura católica, sempre tivera medo da Igreja Católica. Trata-se a bem dizer duma atitude comum no mundo de hoje. Afinal de contas eu não comprara um livro sobre a filosofia medieval sem me dar conta de que devia tratar da filosofia católica; mas o imprimatur me dizia que o que eu estava lendo se achava de conformidade plena com uma coisa temível e misteriosa, o dogma católico; e o fato feriu-me como uma estocada, contra a qual tudo em mim reagiu com repugnância e prevenção.

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Agora, já iluminado em tudo isso, considero que foi seguramente uma genuína graça o fato de, ao invés de jogar fora o livro, havê-lo lido deveras. Não por inteiro, é verdade, mas algo mais do que eu costumava ler de livros tão espessos. Quanto mais penso no número de livros que eu tinha na minha estante no meu pequeno quarto em Douglaston e que fora outrora “a tenda” de Pop, livros que comprava e nem lia, mas admirado fico ante o fato de haver lido tal volume; e, o que é mais, de me lembrar dele. E o único grande conceito que arranquei daquelas páginas foi algo que deveria revolucionar minha vida inteira. Está contido num daqueles termos léxicos secos, estranhos e técnicos que os filósofos escolásticos tendiam a empregar na palavra aseitas. Nesta única palavra que só pode ser aplicada a Deus, e que exprime Seu atributo mais característico, descobri um conceito inteiramente novo de Deus – um conceito que me mostrou imediatamente que a crença dos católicos não era de modo algum um vago e quase supersticioso resíduo duma idade não científica, como eu acreditava que fosse. Pelo contrário ali estava uma noção de Deus que era ao mesmo tempo profunda, precisa, simples e certa e, o que é mais, tensa de implicações que eu não podia sequer começar a apreciar mas que podia pelo menos obscuramente avaliar mesmo com a minha falta de exercitação filosófica.

Aseitas – o equivalente que vou dar é uma transliteração: Asseidade. E significa a possibilidade de um ser existir absolutamente em virtude de si mesmo, não como causado por si, não necessitando de causa nenhuma, de nenhuma outra justificação para a sua existência a não ser que a sua natureza mesma é existir. Só pode haver um único Ser assim: é Deus. E dizer que Deus existe a se, de, por, e em razão de Si, é meramente dizer que é o Ser em Si. Em Si. Ego sum qui sum. E isso significa que Deus deve gozar de ‘completa independência não somente em relação a tudo fora Dele como em relação a tudo dentro Dele’.

Tal noção me causou uma tão profunda impressão que fiz uma nota a lápis no alto da página: ‘Aseidade de Deus – Deus sendo per se’. Observo-a agora na página, pois trouxe o livro comigo para o mosteiro e, conquanto ficasse algum tempo sem saber do seu paradeiro, encontrei-o nas estantes do quarto do Abade um dia destes e o tenho aqui diante de mim.

Marquei outras três passagens, de modo que talvez seja melhor copiá-las aqui. Melhor do que qualquer outra coisa, transmitirão o impacto do livro sobre o meu espírito.

Quando Deus diz que Ele é e existe (diz a primeira sentença assim marcada), o que Ele diz, para Ter um sentido inteligível aos nossos espíritos só pode significar isto: que Ele é puro ato de existir.

Puro ato: portanto, excluindo todas as imperfeições de maneira a existir. Portanto, excluindo todas as alterações, todo o ‘vir a ser’, todo o começo e todo fim, toda a limitação. Mas dessa plenitude de existência, se eu fosse capaz de considerá-la com bastante profundidade, logo teria descoberto que a plenitude de toda a perfeição podia ser facilmente argumentada.

Outra coisa que meu feriu foi uma importante qualificação feita pelo autor. Fazia distinção entre os conceitos de es in genere – a noção abstrata de ser em geral – e ens infinitum, o concreto e real Ser Infinito que por si transcende todas as nossas concepções. E assim marquei as seguintes palavras que seriam meus primeiros passos para São João da Cruz:

Para além de todas as imagens sensíveis e de todas as determinações conceituais, Deus se afirma como o absoluto ato de ser em sua pura veracidade. O nosso conceito de Deus, mera e fraca analogia duma realidade que se derrama em todas as direções, pode se tornar explícito apenas num julgamento. Ser é Ser, uma disposição absoluta que, jazendo acima de todos os objetos, contém em si a razão suficiente dos objetos. É por isso que podemos acertadamente dizer que o excesso mesmo de positividade que esconde dos nossos olhos o ser divino é, não obstante isso, a luz que ilumina todo o resto: ipsa caligo summa est mentis iluminatio.

Esta citação é do Itinerarium, de São Boaventura.

A terceira sentença de Gilson que marquei naquelas poucas páginas, diz assim:

Quando São Jerônimo diz que Deus é a Sua própria origem e a causa de Sua própria substância, não afirma, como faz Descartes, que Deus de certo modo estabelece sua Euidade por Sua força onipotente como sendo uma causa, e sim simplesmente que não devemos procurar fora de Deus uma causa da existência de Deus.

Acho que a razão porque tais declarações e outras idênticas me impressionaram profundamente era uma razão que jazia bem arraigada em minha alma. E era a seguinte. Jamais tivera uma noção adequada do que os cristãos significavam por Deus. Apenas tinha como certo que o Deus em Quem as pessoas religiosas acreditavam atribuindo-Lhe a criação e o governo de todas as coisas, era um ser bulhento, uma índole dramática e apaixonada, um ser vago, zeloso e escondido, não passando da objetivação dos desejos, esforços e ideais subjetivos de todas essas pessoas.

A verdade é que o conceito de Deus que eu sempre entretivera e que acusava os cristãos de ensinarem ao mundo era o conceito dum ser que era simplesmente impossível; era infinito e todavia finito; era perfeito e imperfeito; eterno e contudo mutável – sujeito a todas as variações de emoção, amor, mágoa, ódio, vingança, de que os homens são passíveis. Como é que uma tal coisa assim fátua e emocional podia ser sem começo e sem fim, o criador de tudo? Sim, eu tomara a letra morta da Escritura como mais do que morta, e ela me matara, de acordo com as palavras de São Paulo: ‘A letra mata, mas o espírito dá vida’.

Penso que uma das causas da minha profunda satisfação com o que agora estava lendo era que Deus tinha sido vingado em meu próprio espírito. Existe em cada intelecto uma exigência natural por um verdadeiro conceito de Deus; nascemos com sede de conhecê-Lo e de vê-Lo, e por conseguinte não podia ser de outra forma.

Sei que muitas pessoas são ou se chamam ‘ateus’ simplesmente porque se sentem repelidas e ofendidas por afirmações sobre Deus feitas em termos imaginários e metafóricos que elas não conseguem interpretar nem compreender. Recusam esses conceitos de Deus não porque menosprezem Deus, mas talvez porque pedem uma noção Dele mais perfeita do que a que geralmente encontram; e, porque conceitos ordinários, figurativos de Deus não podem satisfazê-las, se afastam e acham que não existem outros; ou pior ainda: recusam-se a prestar atenção em filosofia na asserção de que ela não passa duma trama de palavras sem sentido feita para justificar as mesmas antigas e vãs falsidades.

De modo que senti grande alívio ao descobrir então que não somente nenhuma ideia nossa e nem mesmo nenhuma imagem podiam representar Deus adequadamente como também que não nos seria permitido nos satisfazermos nunca com tal conhecimento Dele.

O resultado foi que adquiri logo um imenso respeito pela filosofia católica e pela fé católica. E esta última coisa foi a mais importante de todas. Pelo menos eu reconhecia já então que a fé era algo que tinha um sentido definitivo e era uma necessidade eficacíssima.

Se isso era grande avanço também era o máximo que eu podia fazer no momento. Reconhecia que aqueles que pensam em Deus tinham uma boa maneira de considerá-Lo, e que quantos acreditavam Nele realmente acreditavam em alguém e sua fé era algo mais do que sonho. Além disso, parece que eu não podia ir, por enquanto.”

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