Sobre Sandices e Pataquadas

Por| Hermes Abreu

É sabido que o povo brasileiro está em alvoroço. Os últimos pronunciamentos presidenciais nos evocam inquietação. É desconhecido na história deste país, tão desacertada postura de um líder. Por que não dizer desastrada?

O último dia 10 ficará na história. Não vencemos campeonatos, não descobrimos cura para doenças, não encontramos fósseis milenares. Nada de sui generis. Em nível positivo de se comemorar. Entramos na história do pronunciamento presidencial mais vergonhoso para uma nação.

Em seu discurso, começa a comemorar a paralização de testes de uma vacina. O que pode salvar vidas, evitar mais doentes. Comemorar o fracasso da vida? Continua dizendo que o país fala demais sobre a pandemia. Usando de um discurso indigno até para botequim, diz que o povo brasileiro “tem que deixar de ser maricas”. Em seguida, tratando das questões de preservação da Amazônia, responde ao presidente eleito acerca dos possíveis embargos impostos ao Brasil, caso o problema do desmatamento não seja encarado com seriedade. Uma bravata descomunal. Fora da realidade. Afirma, em lábios vibrantes, que se “faltar saliva, há que se ter pólvora”. E, como não podia faltar, ofende a imprensa, chamando-a de “urubuzada”.

Ao fim do dia, o saldo de Bolsonaro contabilizava desconfiança sobre as decisões da ANVISA, resultando em que o STF se manifestasse cobrando explicações desta. Além: os governadores se uniram contra ele, apreensivos com o que está acontecendo. Por fim, ficou a pergunta: Bolsonaro quer mesmo confrontar os americanos? Um governo que se manifestou inapto para lidar com o problema recente no Amapá, pode se dar ao capricho de uma crise internacional? Que povo vai sustentar um conflito gerado por inaptidão de um presidente? O mesmo povo que ele chama de maricas?

É preciso uma decisão: Ou nos calamos e deixamos o pior advir; ou nos levantamos e exigimos a saída deste caricato líder nacional. Mesmo sendo risível, o pranto pelos mortos nos adverte. É hora de se terminar o espetáculo. O Governo de Bolsonaro seria interessante, se fosse comédia de fim de domingo. Quando milhares morrem de Covid, famílias são relegadas à fome – entre outras mazelas – o espetáculo cômico deve acabar. Precisamos de um líder, não de um bufão. Bolsonaro: um bobo da corte que pensa ser rei.

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