Bernardo Küster: arauto da mentira!

Por| Hermes Abreu

Fato: Trabalhadores Sem Terra foram despejados, com suas famílias, de suas terras em Minas Gerais. Noticiada foi esta barbárie que afetou, sob truculência policial, muitos daqueles que, nada mais queriam, do que viver e sobreviver em uma terra ocupada há décadas. Não obstante sol ou chuva, essas famílias almejavam obter da terra seu sustento. O Quilombo Campo Grande, em Campo do Meio – MG.

“A área invadida pertencia à usina da Companhia Agropecuária Irmãos Azevedo, que faliu na década de 1990 e não pagou direitos trabalhistas, e é alvo de uma disputa que se arrasta desde então entre a dona da terra e o MST. Mais de um terço das famílias é de ex-empregados da usina.” (Cf. https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/08/acao-de-despejo-em-meio-a-pandemia-leva-tensao-a-acampamento-sem-terra-em-mg.shtml).

Um oficial de justiça, acompanhado da Polícia Militar, na última quarta feira (12 de agosto), chega ao local para cumprir a decisão judicial de Reintegração de Posse. As famílias se negaram à desocupação. Resultado: uma operação de guerra, deixando feridos e a destruição de tudo conquistado pelas 450 famílias que ali viviam e trabalhavam desde 1990.

Integrante do MST é atendido após passar mal durante ação de reintegração de área em Campo do Meio (MG) 

Atendendo aos imperativos do Evangelho, que impele à busca de justiça, muitos religiosos – até mesmo o bispo auxiliar de Belo Horizonte, Dom Vicente de Paula Ferreira – se manifestaram em favor das famílias. Ato justificado pela Palavra de Deus, haja visto os livros proféticos; assim como, pela Doutrina Social da Igreja. Nada há de mais legítimo aos olhos de Deus e do Magistério da Igreja.

Em contrapartida, o blogueiro Bernardo Küster – que confessa-se católico – mais uma vez, vem a público agredir e difamar os religiosos que se manifestaram em favor das supracitadas famílias. Em um texto confuso em suas redes sociais, acusa estes religiosos de operar sob a influência da Teologia da Libertação. Ipse literis, chama a Teologia da Libertação de um Câncer a ser extirpado, assim como, aqueles que a defendem.

Primeiro, a Teologia da Libertação não está em foco. Nenhum destes que foram criticados fizeram apologia à mesma. A manifestação destes religiosos é em favor da vida, em respeito à Dignidade Humana. Um apelo por justiça. Outrossim, coube ao Sr. Bernardo Küster, mais uma vez, usar de confusão dos fatos para desferir ódio à referida teologia e à Igreja que ele chama de Progressista, enquanto entendemos ser comprometida com os pequenos. Fotos de religiosos se manifestando em favor das 450 famílias Sem Terra, foram divulgadas como manifesto da Teologia da Libertação. Ofuscando o real valor de inciativa motivada por caridade fraterna e comprometimento. Estes religiosos são fiéis ao Cristo e à sua Igreja. Por ela amam os pobres. Tomam sobre si suas dores. Clamam por eles.

A publicação do Sr. Bernardo Küster

Fica-nos a pergunta: Quem é Bernardo Küster para atacar religiosos (Frades Menores e Bispos) em sua insana querela? Não é a primeira vez que este senhor brada suas palavras de ódio à uma Igreja que, nada mais deseja, do que estar ao lado dos sofredores. Que mal há em se comprometer com os pobres? O Papa Francisco, insistentemente, diz desejar uma Igreja “Pobre entre os pobres”. Exorta aos sacerdotes serem “pastores com cheiro de ovelhas”. Ousa Bernardo Küster estar mais atento ao Espírito Santo que o próprio Sumo Pontífice? Ousa exortar a Igreja a converter-se à fidelidade e verdade, na qual, ele seria o ungido detentor desta revelação? Ou seria mais um dos muitos oportunistas que usam das novas mídias como mecanismo em busca de reconhecimento e seus lucros consequentes?

Vejamos: Bernardo Küster é parte do grupo de pessoas ligadas ao presidente da República que foi alvo de operação da PF este ano. Blogueiros, empresários e parlamentares; estavam envolvidos na investida da corporação (Polícia Federal), no âmbito do inquérito das fake news, sob o comando do ministro do STF Alexandre de Moraes. (Cf. https://jovempan.com.br/programas/panico/bernardo-kuster-interferencia-bolsonaro-pf.html).

Sabe-se, também, que Bernardo Küster foi condenado em ação de injúria, movida pelo teólogo Leonardo Boff.

O mesmo blogueiro que ergue sua voz contra bispos e frades comprometidos com os pobres, está sob investigação da Polícia Federal no que conhecemos como “Gabinete do Ódio”. Esquema em que estão envolvidos blogueiros recrutados para manipular a opinião pública em favor de interesses políticos. Especialistas em Fakenews. Metodologia ilícita, sob pagamentos ilícitos, entre outras acusações que pesam sobre ele. Podemos saber mais em https://revistaforum.com.br/redes-sociais/bernardo-kuster-influenciador-bolsonarista-perde-monetizacao-de-seu-canal-no-youtube/.

Cabe-nos, enquanto Igreja, refutar tal iniciativa de Bernardo Küster. Aliarmo-nos a ele, ou mesmo nossa omissão, resulta em pactuar com o ilícito, com a mentira. Bernardo Küster não é digno de dirigir-se a qualquer religioso. Tem sobre si uma série de penalidades criminais e está sendo investigado por outras. As palavras dele merecem menos crédito que a existência de unicórnios.

Quem é Bernardo Küster para atacar religiosos? Um mentiroso. E quem é – biblicamente falando – o pai da mentira? Nada mais se faz necessário dizer.

Colaborou: Karina Moreti

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