Com o Fim do Ano Litúrgico, é momento de avaliar e celebrar o Caminhar da Igreja

Caros irmãos, caras irmãs,
Paz e Bem!

Estamos a findar o Ano Litúrgico de 2019. É tempo de rever, avaliar, celebrar. Em contrição e discernimento, cabe-nos sondar a história, o caminho percorrido neste ano.

Vivemos, pelo Ano Litúrgico, o Mistério Pascal. Deve a Comunidade Cristã pautar seu caminhar na eclesialidade, fazendo do celebrar o viver e vice e versa. Vivemos o que celebramos, Celebramos o que Vivemos. Neste sentido, devemos fazer de nossas vidas a testificação da Liturgia e do Mistério Celebrado. Vivendo a Palavra, vivendo a Comunhão Eclesial, pois comungamos do Mistério Eucarístico, Palavra e Pão. Nossas vidas, enquanto celebrantes do Mistério, devem refletir ao Cristo. Nossa agir, pensar e sentir; deve ter Cristo como sustento. Como bem nos orienta a Sacrossanctum Concilium, devemos ter Cristo como centro e cume de nosso viver. Mais que celebrar o Cristo, devemos viver o Cristo, sendo – cada um de nós – Alter Christus.

Este viver da Pessoa de Jesus em nossas vidas, incorre em assumir seus passos. Sendo Jesus, Igreja Viva, aqui e agora; devemos ser semeadores de sua mensagem. Amando sem medida. Anunciando sempre a Verdade, estando sempre ao lado dos pequenos e sofredores. Não basta celebrar o Cristo “Rei Glorificado”, esquecendo o Servo Sofredor, prenunciado por Jeremias. O Cristo Rei foi caluniado, torturado, crucificado, assassinado. Como semeadores do Evangelho, devemos estar em comunhão com este Jesus Servo Sofredor. Fazendo-nos sempre anunciadores da Paz e denunciadores da maldade humana. O Cristão, Alter Christus, deve ser sempre aquele profeta que denuncia tudo que representa morte, mentira, ambição, espólio, opressão, miséria. Assim como o Pobre Crucificado, seu Povo – a Igreja – é crucificado por essas políticas de morte, pedagogias de morte. Ser Cristão é estar ao lado dos sofredores – crucificados com Cristo – pelas cruzes metafóricas da existência.

Em comunhão com o Cristo Crucificado, fazendo opção profética pelos pequenos, empobrecidos e injustiçados; estaremos semeando o Reino. Fazendo da Realidade de Jesus – Vida Plena – nossa Realidade. Que sejamos não só celebrantes do Reinado de Cristo, mas anunciadores de seu Reino. Aqui e agora. Haverá pão, beleza, alegria, justiça e paz. Nisto consiste sua Glória: o bem viver, em plenitude, da Casa Humana. Iniciemos este por vir. Maranatha!

Hermes Abreu

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