Em apoio a Padre Zezinho

Por| Hermes Abreu

Venho de um mundo de livros. Há muito que se apreender deles. Lembro-me do primeiro que li. Era jovem. Debutante na fé. Debutante na vida. Chamava-se “A difícil arte de ser bom“, de Padre Zezinho. Foi um presente.

O primeiro livro de muitos outros. Primeiro amor marca. A forma com que Padre Zezinho escrevia sua catequese, suas conjecturas, sua formação; era acessível até a mim, jovem de 15 anos, na época. Li de capa à capa. Reli. Depois do livro, vieram as canções. Eu que tocava modestamente meu violão, substituí Legião Urbana por Padre Zezinho. Minhas angústias, questionamentos e crises adolescentes tinham outra voz a cantar: Padre Zezinho. Com ele aprendi que a inquietação, a crise, o questionamento; são coisas boas a se viver. É crescimento. Alvorecer do homem. Desabrochar para o mundo, desabrochar para Deus.

Assim foi minha história com Padre Zezinho. Sem que ele me conhecesse, tornou-se formador de minha espiritualidade, meu caráter, minha fé.

O tempo passou. Percorri seminários, Institutos filosóficos e teológicos. Onde tudo começou? Nos livros de Padre Zezinho e em suas canções. A ele devo muito. Por ele rezo.

Tenho visto nas redes sociais, sobretudo nas páginas de nosso amado Padre Zezinho, agressões a sua pessoa. Por suas posturas profundamente catequéticas, intimamente ligadas à Doutrina Social da Igreja, por sua defesa ao Papa Francisco; este tem sofrido contrariedades. Será que a memória da Igreja no Brasil está falha? Não conheço uma década desde o Concílio vaticano II em que a personalidade de Padre Zezinho não estivesse em ação. Formando, catequizando, evangelizando. Qual seria seu erro? Seria porque as canções dele falam da dor do pobre? Seria porque ele tem plena fé em sua Igreja, mas respeita e acolhe os irmãos de outras religiões? Seria porque ele conhece intimamente as exortações de Jesus que nos impele a anunciar a Boa Notícia ao Pobre, a liberdade ao cativo e a curar os corações feridos (cf. Is 61,1 e Lc 4, 18)? Se sua missão se fundamenta na Palavra de Deus e na Doutrina da Igreja pós Conciliar, onde está seu erro? Errados são os que o atacam.

Padre Zezinho, na sua experiência octogenária, podemos encontrar a jovialidade e argúcia dos profetas. Em suas canções podemos experimentar a profundidade dos místicos. Em sua forma de catequizar podemos sentir o sonho de São Francisco: Amar sempre, acolher sempre, estar sempre ao lado dos mais fracos. O senhor é nosso pai na fé. Esteja firme! Aqui estamos a escutar, aprender e apreender de suas palavras. É anuncio do Verbo. Rhema nossa de cada dia.

Um comentário em “Em apoio a Padre Zezinho

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  1. Confesso, amigo, que prefiro um certo desprezo intelectual contra os que agridem o Pe Zezinho, o Pe Julio e outros a fim de não me machucar mais… A paz…

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