O que diz a tradição sobre a família da Virgem Maria: Joaquim e Ana tiveram outros filhos?

Por Luiz da Rosa*

Nada sabemos, através dos Evangelhos, da família de Maria. Mas a tradição diz que os seus pais eram Joaquim e Ana. É um apócrifo que fala muito deles: o Proto-Evangelho de São Tiago, um evangelho apócrifo do século II. Segundo o que ali se diz, Ana era israelita da tribo de Judá, filha do sacerdote Bete-Lemita Datã, descendente da linhagem davídica. Depois conta que Joaquim, o marido de Ana, era um homem piedoso e muito rico e vivia perto de Jerusalém, perto da fonte da Piscina Probática; um dia, enquanto trazia suas abundantes ofertas ao Templo, como fazia todos os anos, o sumo sacerdote Rubén o impediu de fazê-lo dizendo: “Tu não tens o direito de ser o primeiro, porque não geraste descendência”.

Joaquim e Ana eram casados, mas não tinham filhos e, agora, dada a sua idade, não mais teriam; de acordo com a mentalidade judaica da época, o sumo sacerdote viu a maldição divina sobre eles, pelo fato de serem estéreis. 

O velho pastor rico, pelo amor que tinha pela sua mulher, não queria encontrar outra mulher para ter um filho; Por isso, entristecido com as palavras do sumo sacerdote, foi verificar a história dos homens das doze tribos de Israel para verificar se o que o sacerdote disse era verdade e uma vez que descobriu que todos os homens piedosos e observadores tinham tido filhos, ficou perturbado e não teve a coragem de voltar para casa. Retirou-se então para sua terra nas montanhas e, durante quarenta dias e quarenta noites, implorou a ajuda de Deus, em lágrimas, com orações e jejum.

Ana também sofria por causa dessa esterilidade, à qual se juntava o sofrimento por esta “fuga” do seu marido; depois ela se colocou em oração intensa pedindo a Deus que concedesse a sua súplica para ter um filho. Durante a oração, apareceu-lhe um anjo e anunciou-lhe: “Ana, Ana, o Senhor ouviu a tua oração e tu conceberás e darás à luz e a tua descendência será famosa em todo o mundo”. Isto foi o que aconteceu e depois de alguns meses ela deu à luz.

O “Proto-Evangelho de São Tiago” conclui: “Depois dos dias necessários ela se purificou, deu a popa à criança que a chamava Maria, ou “amada do Senhor”.

Tendo ganhado Maria na sua velhice, é provável que não tiveram outros filhos, tendo Maria sido filha única.

Fonte: abiblia.org

*Luiz da Rosa: Natural de Santa Catarina, casado, vive atualmente em Roma, na Itália, onde trabalha como diretor de comunicações do Instituto dos Irmãos Maristas.

Luiz da Rosa

Luiz da Rosa: Natural de Santa Catarina, casado, vive atualmente em Roma, na Itália, onde trabalha como diretor de comunicações do Instituto dos Irmãos Maristas.

Possui o Bacharelado em Filosofia (1988-1990 – Instituto Filosófico Franciscano de Curitiba). Cursou 4 anos de teologia em Jerusalém (1991-1994 – Istituto teologico Ierosolumitano). Conseguiu o Mestrado em Ciências Bíblicas no Pontífico Instituto Bíblico de Roma (1996-2000) e dois anos mais tarde superou a Lectio Coram que lhe dava o direito de seguir com o doutorado pelo mesmo instituto. Fez os cursos para o doutorado, mas não terminou a Tese.

Em 2015 concluiu um mestrado de Comunicação Intitucional Religiosa na Faculdade Blanquerna de Barcelona, na Espanha.

Foi Professor de Sacrada Escritura no Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis (1995 e 2001) e também professor de Tecnologias da Comunicação em Âmbito Religioso, de 2009 a 2011, na Pontifícia Universidade Antonianum, em Roma.

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