Quer na contemplação, quer na ação: ser sinal do Santo Evangelho

Por| H. Abreu

Lendo o Livro de Thomas Merton, “O Signo de Jonas”, tenho refletido sobre nosso ativismo em ser religiosos. Estamos cercados de questões que demandam atenção. É a conjuntura política, os estudos, o sofrimento material e espiritual do Povo de Deus.

Uma religião libertadora demanda ter os olhos, a razão e o ânimo, em sintonia com as fraturas sociais. Nosso coração lamenta tanto sofrimento. Somos chamados a ser agentes de mudança. Outrossim, desejando ser religiosos engajados, somos tentados pelo ativismo. Podemos fazer de nossa inserção pastoral uma simia do ativismo sindical, por exemplo. Uma imitação caricata. Perdemos a sintonia de nossos corações com o Sagrado. Aquele deslumbramento que motivou São João da Cruz, Teresa D’avila, nosso Pai São Francisco. Somos sempre bombardeados com o desejo análogo à alienação. Desejo de ser com os pobres, pelos pobres e para os pobres. Em contrapartida, custa-nos prender nosso pensamento e emoções em uma que seja, de nossas horas canônicas. O pensamento viaja, enquanto os salmos, cânticos e leitura breve, passam por nossos olhos.

Penso que nestes tempos, faz-se mister suplicar ao Paráclito que estamos por celebrar, a Sabedoria e Serenidade necessárias para sermos homens e mulheres de oração e ação. Místicos e engajados, por mais paradoxal que possa parecer.

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