Uma breve reflexão sobre o Crime Ambiental em Brumadinho

Por| Hermes Abreu

Gostaria de escrever uma nota de solidariedade aos irmãos e irmãs vitimados pelo desastre em Brumadinho, MG. Poderia parecer repetitivo. Muitos já o fizeram. Porém, não posso deixar de me pronunciar. Ficar apático.

Penso que para além das lágrimas pelas vidas ceifadas, há uma reflexão a ser feita. Não se trata de um terremoto ou algo parecido. O rompimento de uma barragem é sinal claro de quanto o homem mata pelo lucro. Amor vil ao Capital, desamor à humanidade e à Mãe Terra.

Vidas ceifadas. Rios poluídos. Morte, lágrimas. Lancinantes tristezas geradas pela ambição irresponsável de corporações que exploram a Terra, sem respeitá-la. Sem amá-la. Um bebê, durante a amamentação materna, acaricia a mãe: fornecedora de seu sustento para a vida. O homem, ao explorar a natureza, agride. Deixando marcas. Cicatrizes.

Fala-se de responsabilização da Vale pelos danos. Como restaurar a vida?

O presidente desta Nação lá esteve. Qual a sinceridade neste ato? Ele que grita aos quatro cantos seu amor ao agronegócio. Ao lucro pela exploração, em detrimento aos povos indígenas, às comunidades remanescentes? Hipócrita! Chora o mal, a dor, que ele mesmo gera.

Este foi e é um alerta para nossos dias. Ou assumimos o compromisso com a vida, com a Mãe Terra, ou seremos devorados pela lama que produzimos pela ambição.

Enquanto isso, o “rei do castelo” facilita o acesso às armas. Assim, seremos mais eficientes em nossa louca corrida pela morte.

São Francisco de Assis, o mundo tem saudades de ti…

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