Querem destruir este Homem

Por| H. Abreu

Ele não é um padre cantor. Nem mesmo apresentador de programa de TV. Não se tornou conhecido por encher estádios com suas missas espetáculo. Não, não é um padre midiático. Ao contrário, seu jeito de se expressar chega aos níveis da timidez. Homem humilde, equilibrado, pacífico. Por que ele, sacerdote na Paróquia São Miguel na Mooca, está sempre em evidência?

Anos já se passaram de uma história construída a partir da Coerência com o Evangelho. Padre Júlio Renato Lancellotti tem um caminhar solidário e – quase solitário – na luta pela dignidade dos empobrecidos. Construiu uma caminhada de amor e compromisso com os irmãos e irmãs em situação de Rua na cidade de São Paulo.

Ao contrário do que se poderia esperar, a notoriedade que recebe não é de reconhecimento, aplausos da sociedade. Padre Júlio sofre perseguições por sua luta em defesa dos Direitos dos Empobrecidos.

Foi ameaçado de morte, já lhe revestiram de alcunhas vergonhosas, calúnias, intrigas. Na era das relações digitais, não são poucos os que se sentem seguros, escondidos em seus perfis fake e, deles, disferem toda sorte de acusações sobre este grande homem de Deus. Quando não ameaçam atentar contra sua vida e integridade física, fazem-no à sua imagem, uma tentativa de embotar o brilho deste arauto dos Direitos Humanos e da defesa da Vida.

Nós, espectadores deste trágico espetáculo, não podemos nos calar. Não aceitaremos nenhuma destas barbáries face aos nossos profetas. Sim, Padre Júlio é um profeta para nossos tempos. Tempos de destruição, morte, esmagamento da dignidade humana, sobretudo dos mais pobres.

Estes que perseguem Padre Júlio fazem parte de uma minoria que quer um Brasil sem pobres, em suas vidas de contos de fadas, no fetiche dos seus shoppings, marcas e etiquetas. Não se afastam dos pobres. É bem mais que isso. Odeiam-nos. Querem acabar com eles. Nesta grande babilônia dos ídolos do consumo, Padre Júlio foi suscitado pelo Altíssimo para ser voz em defesa dos empobrecidos, perseguidos, servos de Javé, Deus dos oprimidos.

Não vão acabar com este homem. A voz de Padre Júlio foi lançada ao vento e ao tempo. Quando ele não estiver mais entre nós, as pedras se levantarão em profecia.

Vocês, ricos opressores, já têm sua recompensa. Os Lázaros de nossos tempos, lhes negarão uma gota sequer do refrigério no fogo que os aguarda.

Padre Júlio, o senhor é lindo. Nós lhe amamos. Nunca estará sozinho. Sua luta, é nossa luta. Sua Vida, nossa profecia e canto.

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